Dia do Trabalho, a data que marcou protestos e que virou dia de muita celebração


Hoje é um dos feriados mais importantes e merecidos do nosso calendário, talvez pela ocasião do que o mundo vive nessa tão badalada 2020, em seu isolamento social, o mundo não perceba com tanto vigor a linha tênue entre o dia útil e o feriado. Mesmo assim, quero aqui prestar minha singela homenagem a todos os trabalhadores do Brasil que contribuem pesado para garantir o sustento de sua família e faz a engrenagem do país andar.

A data começou a ser celebrada quando trabalhadores na cidade de Chicago, nos Estados Unidos em 1886 fizeram uma greve para reivindicar melhorias e condições de trabalho, as jornadas chegaram até 17 horas diárias. Durante a manifestação houve confrontos com os policiais que resultou na prisão e morte de muitos manifestantes. O 1º de maio foi escolhido porque era uma data de renovação de contratos.

Desde então, a data foi usada em protestos do mundo inteiro e virou um símbolo do proletariado. No Brasil, o 1º de maio foi reconhecido como Dia do Trabalho somente em 1925 por decreto feito pelo presidente Artur Bernardes, ainda que os direitos trabalhistas não tivessem sido consolidados.

O feriado do Dia do Trabalho no Brasil aconteceu após uma onda de protestos e greves que aconteciam desde 1917, com os movimentos trabalhistas sendo fortemente influenciados pela União Soviética.

Em 1943, o presidente Getúlio Vargas finalmente resolveu associar o trabalho brasileiro com os direitos do trabalhador ao estado, criando a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), transformando uma data que tinha características reivindicatórias em uma data grandemente de celebração.

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, professor de idiomas e assina o Blog do Siqueira