Hoje rejeitada por Trump, cloroquina como tratamento para Covid-19 é fielmente defendida por Bolsonaro e Nicolás Maduro


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Até meados de abril, o presidente americano Donald Trump defendeu o quando pôde o uso dos medicamentos indicados para malária e lúpus, hidroxicloroquina e cloroquina, para tratar da Covid-19. Assim como no Brasil, a defensa de Trump custou cargos, como o do ex-diretor da Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado, Rick Bright, que revelou ter sido demitido por resistir à pressão do presidente para que a droga fosse aplicada no tratamento de infectados pelo novo coronavírus antes da comprovação em estudos clínicos.

O tempo passou e Donald Trump resolveu dar ouvidos à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), que alertou o presidente para a falta de comprovação de sua eficácia e segurança na prescrição para Covid-19. Por não ser da área da saúde e não ter conhecimentos específicos, Trump decidiu acatar o conselho do órgão. Coisa diferente acontece com os líderes de dois países bastante diferentes, mas que estão unidos pela mesma causa, Jair Bolsonaro do Brasil e Nicolás Maduro da Venezuela continuam fieis na defesa do medicamento.

Novos estudos divulgados por respeitadas instituições médicas mostrando os graves riscos de efeitos colaterais da droga acabaram por contribuir que Donald Trump parasse de indicar o medicamento, uma pesquisa com veteranos do Exército dos EUA apontou, por exemplo, um índice de letalidade de 28% entre os pacientes da Covid-19 que foram submetidos à hidroxicloroquina, mais do que o dobro em relação aos que receberam o tratamento padrão.

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, professor de idiomas e assina o Blog do Siqueira
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