Ícone de lutas sociais: Abrahim Farhat, o Lhé, morre aos 78 anos


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Morreu na manhã deste sábado (16), na UTI da Fundação Hospitalar do Estado do Acre (Fundhacre) um dos maiores militantes pelas causas sociais e pela cidadania da história do Acre, Abrahim Farhat Neto, mais conhecido como Lhé, aos 78 anos de idade.

Lhé começou sua militância muito cedo, ainda quando estudava no Colégio Acreano, nos anos 60, passando a atuar na organização de movimentos sociais e sindicais na época da ditadura. Foi também o primeiro homem a brigar pelos direitos das mulheres no Acre e costumava brincar dizendo que tinha um lado feminino forte, que ajudou a criar o Centro de Defesa dos Direitos Humanos, entre outras entidades.

Filho de umas das famílias mais tradicionais do Acre, vindos do Líbano, chegou a ser candidato a senador em 1982, enfrentando o próprio tio Said Farhat, que chegou a ser ministro no governo do presidente João Figueiredo que governou o Brasil entre 1979 e 1985, naquela ocasião, Lhé  com 4.554 votos acabou perdendo as eleições para o médico Mário Maia.

Era amigo pessoal do ativista Chico Mendes e também do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, fator que o fez ser um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) no Acre, em uma época onde suas ideologias se romantizavam com o desejo de fazer a diferença em prol dos mais necessitados.

Faleceu de complicações renais, a qual já fazia tratamento há alguns anos sendo submetido a sessões de hemodiálise.

 

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, professor de idiomas e assina o Blog do Siqueira
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