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10 motivos para assistir a reprise da novela ‘O Clone’ no Globoplay


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Em 2021 a novela O Clone, sucesso da acreana Glória Perez completa 20 anos e ainda deixa muitas saudades, com isso, citaremos 10 motivos para você assistir novamente a novela ou assistir a primeira vez, caso nunca tenha visto.

A reprise está disponível no Globoplay.

No final desses tópicos, iremos colocar uma entrevista que fizemos com Cristiane Neres, uma mulher viajante que esteve recentemente no Marrocos e nos explica o que de fato é real ou não no que é abordado na novela.

Confira os 10 motivos para assistir a novela O Clone:

01. A novela te faz viajar em um universo que até então era pouco conhecido no Brasil, o mundo árabe. Ver a animação, a cultura, a forma de vida, tira um pouco do nosso subconsciente as imagens de guerras, terrorismos e radicalismos que estamos habituados a ver nas mídias internacionais. Por coincidência, a novela foi originalmente ao ar menos de um mês após o atentado de 11 de setembro em Nova York e na época contribuiu bastante para amenizar o impacto de que o árabe muçulmano não se resumia apenas a Osama bin Laden.

02. A novela também é uma verdadeira aula sobre o islamismo, mostrando suas diferenças e semelhanças com o cristianismo. Em vários episódios, os anfitriões e sábios da religião tio Ali e tio Abdul esclarecem muitas coisas que acreditamos sobre eles e na verdade são mitos. Assim como aprendemos muitas coisas que não sabíamos, questões como adultério, sexo antes do casamento, homossexualidade, subordinação da mulher ao homem e costumes milenares são bastante abordados na trama de Glória Perez.

03. O Clone é uma nostalgia do começo ao fim. O início dos anos 2000 deixa muita saudade, como por exemplo, ver a animação da turma com a Copa do Mundo de 2002 quando o próprio Pelé afirmou em participação que o Brasil tinha os melhores jogadores do mundo, e convenhamos, tinha mesmo. Também há uma primeira fase que se passa nos anos 1980.

04. Assim como voltar àquela época nos remete a um julgamento de pensamentos, vemos alguns hábitos machistas que na época era visto como coisas normais e hoje reprovamos, isso nos leva a crer que a mentalidade das pessoas, embora que lentamente, está passando por um processo de mudança.

05. A novela tem um elenco sensacional, além de rever atores que já se foram como Perry Salles, Mara Manzan, Guilherme Karan, Sebastião Vasconcelos, Ruth de Souza e Caio Junqueira você também relembrará bordões que se eternizam como Inshallah, Salamaleikum, Maktub, Haram, Habib, jogar ao vento, arder no mármore do inferno, não é brinquedo não, eu sofro, cada mergulho é um flash, tem que ser muito artista, espalhar a corrupção sobre a Terra e muitos outros. Além do mais, para quem é um pouquinho mais velho, vai ver um crossover (personagens de outra trama que fazem participações) de Dr. Molina e Miss Brown que originalmente são personagens da novela Barriga de Aluguel (1990).

06. A novela te dá uma verdadeira aula de genética, Dr. Augusto Albieri por muitas vezes explica como se fazer um clone humano como se fosse algo bem simples, em teoria até que é. A novela aborda bastante o tema, como também explica para uma sociedade o que é uma inseminação artificial, como funciona os exames de DNA, além de dar grandes filosofias sobre o que é a morte. Você ainda vai ver que os computadores ainda eram um tabu na época.

07. Se Dr. Albieri te ensina biologia, outros dois personagens te garantem grandes doses de sabedoria como é o caso de tio Ali e suas parábolas para a vida e Lobato com seu espiritismo.

08. Lobato que inclusive serve de grande exemplo do que as drogas podem fazer com a pessoa, sendo o espelho da novela de um usuário lá na frente, mais velhos e os problemas que enfrenta na vida, enquanto em outro núcleo, a novela ensina como é o começo nas drogas, como o jovem é levado até ela apenas pelo “barato” e acaba caindo na sarjeta, como é o caso de Mel, Cecéu, Nando e Regininha.

09. Além das drogas, a novela aborda vários outros transtornos que uma pessoa pode adquirir na vida, como o ciúme obsessivo tratado de forma cômica de Lidiane, esposa de Tavinho. Também sobre Alicinha, uma vilã invejosa que tem obsessão pelo que é dos outros e isso é muito feio. Por que não falar de Edna? Que alimenta um casamento infeliz com o Dr. Albieri por um amor antigo?

10. Para quem é acreano, vale a pena conferir o trabalho sensacional da acreana Glória Perez, nascida em Rio Branco em 1948, ela tem inclusive uma escola em sua homenagem. Sua mente brilhante escreveu grandes novelas para a Rede Globo.

Entrevista com quem já esteve no Marrocos

Como a cereja em cima do bolo, nós entrevistamos a viajante Cristiane Neres para saber o que ela viu de semelhante e diferente no Marrocos em relação a O Clone, confira o relato:

“Tem muitas informações que as pessoas divulgam relativo a países de maioria muçulmana que não são generalidades, por exemplo, dizem que as mulheres não podem sair ou viajar sozinhas, mas o que mais vi foi marroquinas nas ruas, nos táxis e viajando sem uma figura masculina, agora é fato, nos ônibus intermunicipais, elas não sentam ao lado de homens.

É engraçado que a venda/consumo de algumas drogas proibidas rola livremente (haxixe, ópio), mas uma simples cerveja é uma luta para comprar e tem a questão da vestimenta também, em outros países árabes que visitei, os homens não mostram os corpos no dia a dia, andam de calça e camisa cobrindo pernas e braços ou usam vestimentas típicas como a Djelaba, tipo uma bata. Já no Marrocos os homens, principalmente os mais jovens se vestem igual aos homens daqui, bermudinha e blusa mais ajustadas ao corpo, mostrando braços e pernas, cortes da moda igual jogador de futebol, usam correntes e pulseiras mais vistosas. Já no Egito, do velho ao novo sempre estão vestidos, de uma maneira até elegante eu diria. Tudo questão de costume, no Marrocos os mais velhos se vestem como o tio Ali e Abdul, principalmente em Fez (cidade da novela) que é mais tradicional.

Tem muita licença poética, eu fui lá recente e a novela já tem vinte anos, mas hoje em dia muitas mulheres não usam mais o véu (hijab). Os muçulmanos de maneira geral seguem a religião de maneira disciplinada, até mais que o cristão. Em relação a temas como adultério, sexo antes do casamento e homossexualidade, cada país confecional muçulmano aplica de uma forma, nas cidades menores e vilarejos creio que há mais rigor até porque são mais observadores dos costumes.”

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, professor de idiomas e assina o Blog do Siqueira

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