Após punição, Cruzeiro vai começar a Série B com seis pontos negativos, entenda o que está acontecendo com o time


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Um jogador que atuou apenas cinco vezes com a camisa da raposa mineira, fez a situação do time, que já não era boa, piorar ainda mais. Por não pagamento do empréstimo de Denilson, que atuou pela equipe em 2016, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) puniu o clube brasileiro com seis pontos e com isso ela vai começar o Brasileirão Série B com saldo negativo, o que pode lhe custar o retorno para a elite do futebol brasileiro.

Entenda o caso

O volante Denilson jogava pelo Al Wahda, do Emirados Árabes Unidos, quando foi emprestado ao Cruzeiro por um preço de 850 mil euros. Porém, a péssima situação financeira do clube o fez não conseguir cumprir o pagamento, a raposa ainda tentou negociar, através do superintendente jurídico, Kris Brettas, um parcelamento e até um adiamento diretamente com o Al Wahda, mas diferente de como funciona no Brasil, os árabes são linha dura na negociação.

O caso foi até a Fifa que não aliviou a mão, puniu o clube brasileiro com seis pontos na competição nacional, a punição no entanto, provavelmente não terá meios de ser revertida, já que não está na aba da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A Fifa ainda deu um intimato ao clube, a partir desta quinta-feira (21), nove dias para poder pagar a dívida que com a cotação de hoje está em R$ 11,2 milhões, sob risco de perder mais seis pontos.

Da fama a lama

Com um grande elenco e visto como um dos maiores times do país, o Cruzeiro foi campeão em dois anos consecutivos, em 2017 e 2018, recebeu de prêmio pelas duas taças e mais a venda de seu principal jogador, Giorgio de Arrascaeta para o Flamengo – maior transação da história do Brasil – cerca de R$ 200 milhões. Em 2019 começou o ano bem, chegando a estar invictos no ano até o início do brasileirão, sendo inclusive visto como time a ser batido, sendo o campeão estadual de Minas Gerais.

Tudo parecia muito bem, mas a crise administrativa refletiu no campo. No início de maio os três membros que integravam o Conselho Fiscal do clube pediram demissão e decidiram expor a falta de transparência e práticas no mínimo duvidosas da atual diretoria. Os ex-conselheiros denunciaram uma série de práticas irregulares que iam desde a não apresentação de notas fiscais ou recibos de compras até o repasse de parte dos direitos econômicos de menores de idade.

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para apurar denúncias sobre falsificação de documento particular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Os principais alvos eram o presidente Wagner Pires de Sá, o vice de futebol, Itair Machado, o diretor-geral, Sérgio Nonato, e o empresário Cristiano Richard dos Santos. A apuração concluiu o que já está óbvio para todo mundo: a falta de transparência e de boa governança dos atuais dirigentes levou o Cruzeiro a uma crise sem precedentes.

O Cruzeiro estava na lama, o clube tem cerca de R$ 520 milhões em dívidas e agora vai enfrentar um campeonato longo e complicado com uma desvantagem de seis pontos.

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, professor de idiomas e assina o Blog do Siqueira
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