Estou fazendo a minha parte: será que estamos mesmo?


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“Tô saindo pra batalha
Pelo pão de cada dia
A fé que trago no peito
É a minha garantia
Deus me livre das maldades
Me guarde onde quer que eu vá
Tô fazendo a minha parte
Um dia eu chego lá”

 

Tudo bem aí nesse corpo? Tendo paz na alma?

Problemas globais, hein! Todavia, a vida acontece na cidade. Vou te lembrar sempre.

Esse sambinha poderia até ser Fernando Pessoa pregando em si todos os sonhos no mundo, ou a sonoridade de Milton que vem na mente tal qual a estranha mania de ter fé na vida. Mantenhamos nossas raízes, sempre.

Diogo Nogueira em um samba carregado de fé, em que a pluralidade do nosso país encontra-se reprimida de se manifestar, em especial em tempos de pandemia, viventes no mundo que sofreu outra parada sintomática, outrora o que muitos chamam de preconceito, e que sou ainda mais afetado em caracterizá-los de conceitos, que antes de serem pré (conceitos), fazem parte de uma divisão inexistente na minha mente. Talvez eu seja diferente, né? Você que lê minha coluna é em grande maioria, libertário, progressista e humanitário. Prefiro acreditar que somos reformistas, diante de tantas correções por se fazer. Dotados de lembrar seres, de serem humanos.

Cara, eu fico tão indignado! Qual é o mundo em que o sangue divide, a pele diferencia ou lucro classifica? Esse é nosso mundo? Realmente colapsamos. 18 anos de trabalho para a Space X efetivar, na mesma semana em que protestos contra o racismo voltam a tomar ruas dos Estados Unidos. Agora a verbalização da espetacular Michele Obama no documentário Minha História – no inglês, “Becoming” – me fazem sentido. O contraditório é igual ao óbvio, é individual. O EUA que elegeu o primeiro negro a chegar à Presidência dos Estados Unidos é o mesmo país que não estava preparado para recebê-los.

Consequências? O atual “Líder” do Mundo Novo sucumbe ao mesmo motivo que o “Líder” do Gigante pela Própria Natureza. Conseguiram nivelar a indignação pela vergonham que nos causam.

Bem, vamos falar de Cidades inteligente, certo? Ai meu(inha) irmão(ã) temos que protestar e revisar.

Sabe, antes das ideações e concepções tomarem forma é necessário antes verbalizar os objetivos do milênio, ONU Cidades ou contemporaneidade das tendências, revisar o grau diminutivo dessa armação que criaram para envergonhar o mundo: preconceito por raça, cor, credo, sexo, violência doméstica e destruição da natureza, conflitos de larga escala dentre outros fazem parte lamentável de “processos estruturados” que temos que eliminar. Quem montou tudo isso? Os mesmos que sucumbiram as crenças e foram tomados pela vaidade. A mesma vaidade que derrubou Lúcifer do Paraíso.

Observamos pacatos avessos a protestos ou idealistas frentes ao computador, talvez eles estejam adormecidos pela inércia de se abster diante das injustiças. Torço para que a pandemia seja processo reflexivo de alguns, porém, cada um sabe o escapulário de seu próprio pescoço ou quantos degraus quer subir na escada de Jacó.

São necessárias soluções, projeções e um cenário de transformação, e Rio Branco?

Sim, deixe sua indignação agir localmente!

Fez extinção da secretaria de Direitos Humanos na última reforma, e tem igualdade racial, mulher e juventude diminutivas e extintas da estrutura própria de ordenação de despesas e status de secretaria na execução de políticas públicas. Optaram ao populismo de “vamos reformar para economizar”, e posterior redução de políticas públicas, leis sociais e projetos em andamento. Consegue aferir com a mesma régua retratos americanos nos problemas de nossa periferia? Se conseguimos mediar a escala, a coluna já valeu.

O maior grupo de hackers ameaça o sistema político mundial e revela segredos. A América queimou em chamas após o assassinato de um homem negro. O Brasil luta contra o fascismo. Tudo isso, enquanto temos um vírus em circulação.

Respiremos e sigamos.

Temos nossas correções por fazer, e lembre-se: exercitar melhor, para uma outra geração continuar.

“Quem sabe o que quer nunca perde a esperança, não
Por mais que a bonança demore a chegar
A dificuldade também nos ensina a dar a volta por cima”

 

Parte final do samba do início, a qual o título é: “tô fazendo a minha parte”. Estamos mesmo?

“Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É necessário ser antirracista”. Aos pensamentos de Angela Davis, o MPAC manifesta-se, tal qual o Ministro Barroso que reafirma que a democracia apenas tem espaço para progressistas, liberais ou conservadores. Libertados estejamos dos antidemocráticos, preconceituosos ou midiáticos exagerados.

Te deixo com a saudação da colossal que fazia na Stone*, a época em que era agente de vendas: “você é melhor do que eu”. Diga isso a alguém, é libertador. Alguns nunca conseguirão dizer, muitos ainda são escravos do ego. O mesmo ego que dividiu e “lascou” bastante gente.

Boa semana a nós.

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Jefferson Barroso

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