A Atalanta de Gasperini e sua brilhante temporada


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Esse que vos escreve a convite do amigo Anderson Siqueira, inicia seus comentários sobre futebol nesse jornal com o xodó da temporada 2019/2020 no velho continente, a Atalanta Bergamassa Calcio, do mentor dessa equipe o técnico Gian Piero Gasperini e seus destaques individuais que foram excepcionais como conjunto, jogadores que dentro dos seus perfis, uniram trabalho, dedicação e aprendizado para realizar o feito impressionante de em uma única edição do Calcio fazer 98 gols num total de 116 na temporada, somados os 17 na Liga dos Campeões e 1 na Copa da Itália.

Essa temporada avassaladora do time de Bergamo começa com a contratação daquele que considero o principal responsável a conduzir um time que normalmente, oscilava entre posições intermediárias na Série A e rebaixamentos (chegou a disputar por uma temporada a Série C do Italiano) o treinador italiano Gian Piero Gasperini.

Gasperini começou sua carreira como treinador nas categorias de base da Juventus onde também foi revelado jogador, era meia, mas, na Veccia Signora não teve oportunidades e jogou por pequenos clubes da Itália, sua primeira equipe profissional foi o Cotrone, treinou em duas oportunidades as equipes do Genoa e Palermo, teve uma brevíssima passagem pela Inter de Milão em 2011, e na sua saída recebeu o convite de Pep Guardiola para passar uns dias em Barcelona para compartilharem conhecimento. Iniciava ali uma ideia do que hoje ele tenta aplicar ao seu clube, não com a qualidade que aquele Barcelona reunia, mas, com a filosofia que Pep adota em seus times.

A principal ideia do Atalanta de Gasperini é manter a posse de bola, e ter movimentação para ocupar os espaços deixados no campo pelo o adversário, e quando não tem a bola tentar pressionar o adversário ao erro e a retomada da posse da mesma. Por isso, a equipe conseguiu marcar tantos gols nessa última temporada, Gasperini assumiu a equipe no ano de 2016 e já é o segundo ano consecutivo que terminar no top-3 do Calcio, e em sua estreia na Liga do Campeões, já alcançou as quartas de finais (foi derrotado ontem pelo o PSG após estar vencendo a partida até próximo aos 90 minutos da partida, quando em duas grandes jogadas de Neymar tomou a virada), depois de arrancar para classificação saindo da lanterna do Grupo C com 3 derrotas nas 3 primeiras partidas do torneio continental.

O time titular que foi a campo na maioria da temporada tem a seguinte escalação: Golinni, Palomino, Tolói, Djimsiti, De Roon, Freuler, Gosens, Hateboer, Gomez, Ilicic e Zapata. Distribuídos em tese em um esquema 3-4-1-2.

Não pense que por possuir 3 zagueiros o time joga de maneira retrancada, o time libera seus volantes/alas, deixa o cérebro do time Papu Gomez livre para tentar jogadas individuais para construir a jogadas a alimentar seus homens de frente, os fortes e matadores Ilicic e Zapata.

O porque “em tese” escrito no esquema a cima?

Porque como falado anteriormente os jogadores não jogam em zona, eles procuram ocupar os espaços vagos do campo, então, não se surpreenda se por vezes você ver os zagueiros avançarem ao campo de ataque ou ver Papu voltar ao campo de defesa pra marcar ou dar início as jogadas do time. A ideia principal, é dar opção de passe para o companheiro e com isso realizar triangulações, afim, de criar as jogadas e abrir espaços nas equipes adversárias. E quando estiverem sem a bola ocuparem os espaços vagos no campo e tentar recuperar a bola o mais rápido possível e dar cobertura ao jogador que tenha saído da sua zona de origem do campo.

Com todas essas qualidades de um conjunto que aprendeu as primícias do futebol, que é o coletivo e a tática, que uniu qualidades que se combinaram e uma mentalidade de que mesmo sem estrela do estipe de Cristiano Ronaldo, Ibrahimovic e Lukaku.

Que tenhamos mais Atalantas no futebol mundial.

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Taynan Lima de Brito

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