MUDANÇA

Após 16 anos, Marcelo Freixo deixa PSOL e anuncia filiação no PSB


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Após 16 anos no PSOL, o deputado federal Marcelo Freixo anunciou, na manhã desta sexta-feira, 11, sua saída do partido e filiação ao PSB.

Em sua conta no Twitter, Freixo deixou uma carta falando sobre sua saída do PSOL.

“Ingressei no PSOL em 2005, antes de me eleger deputado estadual pela primeira vez. De lá para cá, compartilhamos uma bela história e colocamos o partido no centro da luta pela democracia brasileira”, iniciou o deputado federal.

Freixo lembrou algumas das suas ações dentro do PSOL e demonstrou carinho pelo partido. “Juntos fizemos as CPIs das Milícias, do Tráfico de Armas e Munições e dos Autos de Resistência; enfrentamos com coragem os governos Sergio Cabral e Pezão; colocamos a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa a serviço dos esquecidos pelo poder público. Disputamos a prefeitura do Rio de Janeiro numa linda campanha que encantou nossa cidade e fomos ao front contra o governo Bolsonaro. Mais do que companheiros de luta, as pessoas com quem construí o PSOL são amigos com os quais divido projetos de vida”.

O deputado federal fez questão de frisar que apesar do rompimento, acredita que o PSOL seguirá no mesmo lado que ele, em defesa da democracia, da vida. “Hoje, encerro esse ciclo com a certeza de que apesar de não estarmos juntos daqui para a frente no mesmo partido seguiremos na mesma trincheira de defesa da vida, da democracia e dos direitos do povo brasileiro”.

Em seguida, Freixo começou a se debruçar sobre o que o levou a deixar o PSOL. “Essa decisão foi longamente amadurecida e tomada após muito diálogo com dirigentes nacionais e estaduais do partido, a quem agradeço pelas reflexões fraternas que compartilhamos nesse processo”.

Mais adiante, o deputado deixou explicito que sua motivação para deixar o partido, no qual foi filiado por 16 anos, foi a necessidade de uma frente ampla para derrotar o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Freixo defende uma frente ampla de todos que defendem a democracia para derrotar o bolsonarismo. Ele não diz com todas as letras, mas dentro do PSOL, além daqueles que concordam com esse raciocínio do deputado, há também aqueles que acreditam que uma frente que agregue apenas a esquerda seria capaz de derrotar o presidente e pelas suas palavras, ao que tudo indica, está contradição foi determinante para sua saída do partido.

“Os graves retrocessos institucionais e humanos provocados por Bolsonaro em apenas dois anos de governo impõem novos desafios à democracia e à atuação do campo progressista. É urgente a ampliação do diálogo e a construção de uma aliança com todas as forças políticas dispostas a somar esforços na luta contra o bolsonarismo. É hora de colocarmos as nossas divergências em segundo plano para resgatarmos o nosso país do caos e protegermos a vida dos brasileiros”, diz Marcelo Freixo.

O deputado ainda deixa claro que as eleições de 2022 são determinantes nesse processo. “As eleições de 2022 serão um plebiscito nacional sobre a Constituição de 1988, se ela ainda valerá no Brasil. Por isso nós democratas não temos o direito de errar: do outro lado está a barbárie da fome, da morte e da devastação”.

“Seguirei nessa caminhada, me dedicando à construção de pontes, reafirmando o valor do diálogo e o papel da política como meio de resolvermos de forma pacífica os problemas do nosso país. O nosso dever histórico é derrotar Bolsonaro nas urnas e o bolsonarismo enquanto projeto de sociedade. E sei que o PSOL e eu estaremos do mesmo lado para cumprir essa tarefa”, finalizou Marcelo Freixo.

Nos bastidores políticos ainda há outras questões sendo levantadas como motivação para saída de Freixo do PSOL. A pretensão do deputado de disputar o governo do Estado do Rio de Janeiro. Ele sabe que sozinho não tem as condições mais favoráveis para derrotar o Bolsonarismo no Estado. O PSOL não tem grande expressão no Rio para além da capital. Já o PSB tem maior abertura no estado e apoiaria Freixo na construção de alianças mais amplas em torno de seu nome que viabilizaria realmente sua candidatura a derrotar os fascistas.

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Redação

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