CRÍTICA

Correio 68 viu: vale a pena assistir Ragnarök na Netflix?


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No final de maio, a Netflix lançou a segunda temporada da série norueguesa Ragnarök, até então desconhecida, os episódios foram lançados em cumprimento de contrato, uma vez que a aceitação na primeira temporada não foi das melhores.

O nome não foi escolhido em vão, devido a alta aceitação de temas relacionados à mitologia nórdica, sobretudo pelos sucessos de Vikings e da saga dos irmãos Thor e Loki na versão Marvel. Ragnarök narra uma versão moderna da grande batalha entre deuses nórdicos, o nome significa “destino dos deuses”. A mitologia conta que o Ragnarök foi narrado a Odin em uma profecia e desde então ele começou a selecionar os guerreiros mais valentes que morriam em campos de batalha e os levava para Valhalla, um de seus salões, onde esperariam o grande dia.

No geral, a série gira em torno dessa trama, mas em uma versão bem moderna, como uma série adolescente e ambientado em uma escola localizada na fictícia cidade de Edda, na Noruega. O nome também não foi em vão, as eddas poéticas são o nome dado ao conjunto de poemas encontrados na Islândia, onde através dela foi possível conhecer mais sobre a cultura e os deuses escandinavos.

Mas vamos à trama, Ragnarök se passa na bela Noruega dos tempos modernos, embora grande parte tenha sido gravado nos estúdios Netflix na Suécia e tenta recontar a grande batalha em uma versão adolescente, como uma espécie de reencarnação dos deuses. O inocente Magne, de 17 anos, se muda com sua mãe e seu irmão Lauritz para Edda, contado na trama como sendo a última cidade a se converter ao cristianismo.

Em Edda mora uma família de gigantes, não bem gigantes da forma que conhecemos, mas como uma outra classe de deuses que lutaram contra Odin e sua família no passado. Os Jultus, como são chamados, dominam a economia da cidade com uma indústria que está poluindo os rios da cidade. Focado no tema ambientalista, Magne acaba descobrindo alguns mistérios e até mesmo sobre si mesmo, ao ser revelado que dentro dele vivia o espírito de Thor.

No geral, se você é um fã da mitologia nórdica em sua forma ‘nua e crua’, provavelmente se decepcionará com a série, que aborda a temática de maneira superficial para agradar o público teen. Alguns problemas com o roteiro deixam as coisas um pouco óbvias demais. No entanto, o hábito de sempre deixar que algo aconteça para depois faz com que desperte a curiosidade sobre o que vai acontecer.

A série melhora significativamente em sua segunda temporada, onde a ‘grande batalha moderna’ de fato inicia e alguns acontecimentos inesperados passam a acontecer, saindo um pouco do óbvio. Cada temporada tem seis episódios de 40 minutos em média. A Netflix não confirmou ainda se renovará para uma terceira, uma vez que espera a aceitação do público para tomar a decisão, o que é provável que aconteça, já que Ragnarök chegou a ficar na lista de séries mais assistidas de junho. Mas muito provavelmente, quem quiser ver o desfecho terá que esperar até 2022.

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, professor de idiomas e assina o Blog do Siqueira
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