QUEM CALA CONSENTE?

Carlos Wizard fica em silêncio durante depoimento à CPI da Covid


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O advogado Alberto Toron, que acompanha Carlos Wizard no depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado nesta 4ª feira (30.jun.2021), anunciou que o empresário ficará em silêncio diante de todas as perguntas feitas por congressistas.

Diante das primeiras perguntas do relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), Wizard usou a palavra apenas para afirmar: “Por orientação de meus advogados, me reservo o direito de permanecer em silêncio.”

É fato que o depoente tem o direito de permanecer calado, mas poderá e deverá ouvir as perguntas. E assim será feito”, interveio o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Wizard abriu poucas exceções à declaração de silêncio. A primeira delas foi quando o relator perguntou se ele teria alguma relação com a Belcher Farmacêutica, mas apenas para dizer que fez referência em sua fala inicial a uma nota pública da empresa negando que tivesse ligação com ele. Mais adiante, respondeu “não, senhor” ao ser indagado sobre se suas empresas têm intenção de participar do mercado brasileiro de vacinas contra a covid-19.

A suspeita de ligação com a Belcher Farmacêutica diz respeito à possibilidade de o governo federal comprar a vacina Convidencia, do laboratório chinês CanSino.

Convocado à comissão sob suspeita de integrar um suposto “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no enfrentamento à pandemia, o empresário está amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Luis Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), que lhe dá o direito de, na condição de investigado, não dar respostas que possam eventualmente produzir provas contra ele.

Antes dos questionamentos, Wizard fez um pronunciamento de pouco mais de 15 minutos em que declarou que nunca tomou conhecimento da existência de um suposto “gabinete paralelo“. Também disse que jamais teve uma reunião privada com Bolsonaro. “Estive em eventos públicos com presença do presidente e de centenas de convidados“, afirmou.

O bilionário dedicou a maior parte de sua fala inicial a relatar o motivo de sua ida aos Estados Unidos em 30 de março deste ano, que, segundo Wizard, se deveu a acompanhar o pai no tratamento de uma doença grave e a filha durante uma gravidez de alto risco. Ele negou indisposição de comparecer à CPI.

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Redação

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