APÓS DENÚNCIA

CPI da Covid aprova convocação de líder do governo Bolsonaro na Câmara sobre escândalo da Covaxin


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BRASÍLIA – A CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira, 30, a convocação do líder do governo na Câmara e deputado federal, Ricardo Barros (Progressistas-PR), apontado como suspeito de participar das negociações do contrato da vacina indiana Covaxin. Os senadores também deram aval a convocação do ex-diretor Departamento de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias e de Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da Davati Medical Supply e afirmou ter recebido Ferreira Dias pedido de propina de US$ 1 para cada dose da vacina AstraZeneca adquirida pelo governo Bolsonaro, conforme disse ao jornal Folha de S. Paulo.

Após cobrança do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM) marcou para a próxima quinta-feira, 8, a oitiva de Barros. Na quarta-feira, 7, será a vez de Ferreira Dias. Já Luiz Pereira terá de comparecer à comissão nesta sexta-feira, 2.

O líder do governo na Câmara, deputado federal Ricardo Barros (Progressistas-PR)
© GABRIELA BILO / ESTADÃO O líder do governo na Câmara, deputado federal Ricardo Barros (Progressistas-PR)

Ferreira Dias foi exonerado nesta quarta-feira, 30, pelo governo. A demissão acontece quatro dias após os depoimentos à CPI da Covid do deputado Luis Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, Luis Ricardo Fernandes Miranda, chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Os dois disseram que há indícios de corrupção no contrato fechado pelo governo na compra da vacina indianda Covaxin.

A CPI também aprovou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Ferreira Dias. Além disso, pediu informações ao Brasília Shopping e ao restaurante Vasto, onde teria ocorrido a reunião entre Luiz Pereira e o ex-diretor do Ministério da Saúde.

A realização de uma oitiva secreta para ouvir o deputado Luis Miranda também foi chancelada pela CPI. O depoimento deve ocorrer na próxima terça-feira, 6. Os senadores ainda pediram informações ao Ministério da Saúde sobre os acessos aos sistemas da pasta pelo servidor Luis Ricardo Miranda, irmão do Luis Miranda. Neste domingo, o deputado afirmou que o Ministério da Saúde bloqueou o acesso do servidor ao sistema do ministério. Os senadores ainda aprovaram a convocação de Marcelo Bento Pires, ex-funcionário do Ministério da Saúde também apontado como responsável por pressionar no negócio da Covaxin.

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Redação

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