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‘Não estou vendo dinheiro na cueca’, diz Guedes ao defender Bolsonaro de denúncias de corrupção


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BRASÍLIA e SÃO PAULO – O ministro da EconomiaPaulo Guedes, fez nesta quarta-feira, 7, uma defesa do governo de Jair Bolsonaro ao afirmar que não há corrupção na administração. “Não estou vendo nenhuma troca de dinheiro por baixo da mesa, dinheiro na cueca”, disse Guedes, em referência a episódios ocorridos em governo anteriores.

Durante audiência pública na Câmara, o ministro procurou marcar uma diferença entre os escândalos de corrupção de governos como os do PT e as suspeitas que recaem atualmente sobre o governo Bolsonaro. Reforçou que, no governo, não tem visto corrupção.

“Tem dois anos sem nenhum escândalo de corrupção e todo dia tem ‘a cunhada falou’, ‘o primo disse’, ‘não sei quem falou isso’. Pô, então achem, provem e removam se houver”, afirmou, durante audiência pública na Câmara.

Segundo o ministro, a democracia brasileira está se aperfeiçoando. “Quero acreditar que a democracia nos permita ter um governo de quatro anos”, disse. “Alguém que foi eleito presidente da República merece respeito.”

Guedes defendeu aos deputados que a Presidência da República não pode ser descredenciada. Ao mesmo tempo, afirmou que o presidente precisa respeitar a mídia e o Congresso. “Está havendo antecipação do período eleitoral. Não tivemos um dia de trégua ao chegar aqui (no governo).”

Para o ministro, não há no governo atual um esquema de compra de influência parlamentar como o que aconteceu nos episódios investigados pela Operação Lava Jato. A afirmação foi em resposta ao questionamento do deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) sobre denúncias feitas à administração atual em relação ao loteamento de cargos e ao esquema do orçamento secreto, revelado pelo Estadão, em que há distribuição sem regras transparentes das chamadas emendas de relator.

No total, o Orçamento deste ano prevê R$ 17,2 bilhões de emendas de relator, priorizando além do Ministério da Saúde, o de Desenvolvimento Regional, o chamado “ministério do tratoraço”, chefiado por Rogério Marinho, um dos principais executores do esquema.

Ao aprovar as contas de 2020 do governo Jair Bolsonaro, o plenário do TCU recomendou, no último dia 30, que o governo ampliasse a publicidade das informações sobre as demandas parlamentares por repasses dos bilhões de emendas de relator. O ministro do TCU Benjamin Zymler disse que “claramente” essas emendas se contrapõem aos princípios orçamentários de transparência e universalidade.

Supremo Tribunal Federal analisa os aspectos constitucionais da emenda de relator-geral. Os partidos Novo e PSOL pediram a suspensão dos pagamentos previstos no orçamento de 2021. A Procuradoria-Geral da República também conduz investigação preliminar sobre suspeitas de superfaturamento nas compras de máquinas pelo Desenvolvimento Regional e órgãos vinculados.

“Uma coisa foi o que aconteceu no que foi investigado pela operação Lava Jato. Orçamentos paralelos e dinheiro por fora, que acredito que era forma tradicional de fazer política, não estavam buscando enriquecimento, mas era financiamento de campanha”, disse. “Isso é totalmente diferente de emenda impositiva, que é republicana, os senhores aprovaram”, concluiu, dizendo que os deputados da base aliada se articulam com o ministério para fazer as obras públicas que são importantes.

Em um comentário geral, o ministro disse que é a concentração de poder político e econômico que causa corrupção. Ainda em resposta ao deputado, que citou uma declaração de Guedes do início do governo, Guedes afirmou que sempre avaliou que o dirigismo que vigorava em governos anteriores estava “corrompendo e estagnando a economia”. “Nunca faço acusação à classe política, porque, para mim, o erro está na economia.”

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Redação

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