DEMISSÃO EM MASSA

Por dívida de R$ 5 milhões com o governo, Empresa Protege rescinde contrato e demite 180 vigilantes


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Cerca de 180 vigilantes da Protege foram demitidos no último sábado (10) após a empresa rescindir o contrato com o governo do Acre. O fim do acordo seria devido à falta de pagamento da Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre) para a empresa de segurança.

Segundo o Sindicato dos Vigilantes do Acre, a empresa entrou na Justiça para rescindir o acordo com o governo por causa de uma dívida de R$ 5 milhões. Na sexta-feira (9), ainda de acordo com o sindicato, a Justiça acatou o pedido da empresa e mandou suspender o acordo.

A partir desse sábado (10), os vigilantes que trabalhavam em unidades hospitalares e administrativas da Sesacre deixaram seus postos.

Em nota, a Protege no Acre informou que as demissões foram geradas pelo fim do contrato com o governo. “A empresa informa que está em constante diálogo com o sindicato e, infelizmente, a rescisão dos contratos de trabalho é consequência da suspensão dos serviços pelo inadimplemento contumaz e antigo da Sesacre. Os direitos trabalhistas dos colaboradores estão plenamente assegurados.”

A Sesacre também divulgou nota, leia:

“A acusação do presidente do Sindicato dos Vigilantes, o Sr. Nonato Santos, que afirma que o governo demitiu 180 vigilantes não procede.

Os vigilantes nunca foram contratados pelo Estado do Acre, o qual contratou sim, uma empresa privada para fornecimento de segurança, sendo com tal empresa o vínculo estatal.

O governo confirma que existe um débito com tal empresa, o qual, deverá ser quitado até o próximo mês.

Destacamos que, a proposta de quitação parcial de débitos foi apresentada à empresa na tarde de ontem, 9 de julho, tendo ainda, no entanto, sido recusada, como comprovado por documentação anexa.

O governo também esclarece que a Polícia Militar segue promovendo rondas em todas as unidades de Saúde do Estado, não se sustentando a afirmação de que “o governo está deixando as unidades de Saúde totalmente sem segurança.”

Repudiamos inverdades, factóides produzidos unicamente com fim de gerar um clima de insegurança junto à população, especialmente em momento de calamidade pública, ora vivenciado em razão da pandemia do Covid-19.

Mais uma vez, o governo do Estado, por meio da Sesacre, trabalha para resolução do caso o mais breve possível.

Muana Araújo

Secretaria de Estado de Saúde do Acre, Interina”

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Redação

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