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VÍDEO: Ao defender mulher que estava sendo agredida, Renê Fontes é vítima de ação truculenta da Polícia Militar


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O policial penal Renê Fontes, atualmente diretor técnico do Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC), se envolveu em uma ocorrência na noite deste sábado (10), ao defender uma mulher que estava sendo brutalmente agredida pelo companheiro, no bar e espeteria Tardezinha, localizado na capital acreana.

De acordo com populares, Renê estava saindo do local, quando viu um homem desferindo socos no rosto de uma mulher, prontamente e, na condição de agente de segurança pública, Fontes abordou e deu voz de prisão ao agressor, que desobedeceu a ordem do policial penal e se evadiu do bar.

Neste momento, enquanto dava suporte à vítima, o agressor retornou para a frente do estabelecimento com uma arma de fogo, ameaçando a mulher e o policial penal. Renê Fontes, que também portava sua arma pessoal, preferiu aguardar a chegada de uma guarnição da PMAC. Ocorre que, ao chegarem no local, os policiais militares liberaram o homem, que naquele momento já tinha cometido pelo menos três crimes: lesão corporal, porte ilegal de arma de fogo e ameaça.

Insatisfeito com a condução da ocorrência, o policial penal questionou os militares, um deles, já identificado pela reportagem, chegou a agredir Renê Fontes, que de defensor, passou a ser tratado pela Polícia Militar como algoz.

Ao Correio 68, Renê Fontes disse que como policial cumpriu o seu dever. “Agressão a mulher é ação pública incondicionada, ou seja, não depende de representação. Ao presenciar o crime, cumpri o meu papel e dei voz de prisão. A Polícia Militar, não sei por qual motivo, quando chegou na ocorrência liberou o agressor. Quando eu questionei o procedimento, fui agredido por um dos policiais. Mesmo tendo sido vítima do cabo da PMAC, eu não esbocei reação, apenas me identifiquei, foi quando perceberam o erro e mudaram o tom da abordagem”.

Renê Fontes já solicitou à administração do Tardezinha Bar e Espeteria, as filmagens do circuito de câmeras e pretende acionar os órgãos de controle para apurar a ação da PMAC. “Quem era o agressor? Ele portava uma arma de fogo e cometeu os crimes de lesão corporal e ameaça. Por que ele foi liberado? O procedimento precisa ser apurado à luz da legalidade. Não estou preocupado com a agressão do militar contra mim, mas sim com a omissão frente a uma violência contra uma mulher”, concluiu o policial penal.

Assista o vídeo do momento em que o policial penal Renê Fontes é jogado no chão pelo policial militar: 

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Redação

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