GESTÃO DAS POLÊMICAS

Jornalista é exonerada e acusa secretário de Bocalom de assédio: “fui humilhada, levei gritos”


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A jornalista Katiussi Melo, que ocupava cargo de assessora de comunicação na Fundação de Cultura Garibaldi Brasil (FGB) que é ligado à prefeitura de Rio Branco, foi exonerada nesta quarta-feira (28) e acusa o secretário de Comunicação, Ailton Oliveira, de assédio moral.

Segundo informações repassadas pela jornalista ao Correio 68, ela compareceu a uma delegacia para registrar Boletim de Ocorrências (BO) e pretende levar o caso ao Ministério do Trabalho. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).

Katiussi alega que foi assediada moralmente, chegando a levar gritos e ser humilhada: “me mandou pedir para sair e como eu não pedi, acabei sendo exonerada. Mas vou até o final”, diz.

Ela foi nomeada no dia 11 de janeiro deste ano, a convite do próprio prefeito Tião Bocalom (Progressistas), para assumir a assessoria da FGB, no entanto, ela diz que foi obrigada a largar o setor na qual foi lotada para ficar na sala de comunicadores da Prefeitura de Rio Branco.

“Lá começou tudo. Eram textos meus que eram descartados sem explicação, trabalho de horas que ia parar no lixo, até chegar ao ponto dele gritar comigo por minhas redes sociais que são particulares e não institucionais. Chegou a dizer para eu pedir exoneração. Eu não o fiz apesar de estar sofrendo, eu sabia que estava ali por um projeto maior e a convite do próprio prefeito”, disse.

Ainda segundo a jornalista, outros servidores também se queixam de terem sofrido assédio moral e pretendem denunciar.

Polêmicas têm sido frequentes

Não é a primeira polêmica protagonizada nesse primeiro ano de gestão de Bocalom, no dia 16 de março, um protesto de garis e roçadores, que estavam há 2 meses sem receber salários, terminou em pancadaria quando o próprio prefeito assumiu ter acionado a Tropa de Choque da Polícia Militar (PM) para conter a manifestação.

Ainda em julho, seu secretário de Saúde, Frank Lima, foi acusado por servidoras de assédio sexual, entre as denúncias apresentadas, o secretário teria feito “propostas indecentes” para composição de cargos; segurado na cintura de uma mulher e dito que “ela estava para o crime”; e fazer piadas de cunho sexual dentro de elevadores. O caso foi denunciado no Ministério Público do Acre (MPAC) e foi aberta uma investigação pela Corregedoria Geral da Prefeitura.

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Redação

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