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Fux prepara resposta a Bolsonaro e planeja reunião entre Poderes


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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux, prepara um discurso com recados ao presidente Jair Bolsonaro. O texto será lido na próxima 2ª feira (2.ago.2021), na retomada das sessões plenárias do tribunal.

O presidente do STF, ministro Luiz Fux, durante sessão plenária do tribunal
© Felippe Sampaio / STF O presidente do STF, ministro Luiz Fux, durante sessão plenária do tribunal

Segundo apurou o Poder360, Fux falará sobre a democracia e como cada ator institucional precisa atuar dentro de seus limites, a sinalizar a posição do STF em defesa da estabilidade democrática. O presidente do tribunal, porém, não deve citar nominalmente Bolsonaro ou Braga Netto para evitar animosidades, especialmente com o meio militar.

Fux também vai propor aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), uma nova data para reunião entre os representantes dos 3 Poderes. O encontro inicialmente marcado para o dia 14 de julho foi cancelado em cima da hora após Bolsonaro dar entrada no hospital com dores abdominais.

A atuação de Fux ocorre em momento de crescente tensão entre a Corte e o Palácio do Planalto. Apesar de sucessivas tentativas de trégua – a mais recente em 12 de julho, quando Bolsonaro disse que ele e Fux estavam “alinhados com a Constituição” – o presidente continuou atacando ministros do tribunal em razão de decisões e posicionamentos que desagradam o governo.

A crise escalou mais um degrau nesta 5ª feira (29.jul) após Bolsonaro atacar, novamente, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Roberto Barroso. O magistrado se tornou alvo constante de Bolsonaro por ser crítico à proposta do voto impresso, defendido pelo Planalto nas eleições de 2022.

Por que o presidente do TSE, na iminência de ver a PEC (proposta de emenda constitucional) da deputada Bia Kicis (PSL-DF) ser aprovada na comissão especial, ele vai para dentro do parlamento, se reúne com várias lideranças partidárias e, no dia seguinte, muitos desses líderes trocam a posição da comissão por parlamentares que se comprometeram a votar contra o voto impresso. Qual foi o poder de persuasão do Barroso? Que poder ele tem?”, disse Bolsonaro.

Barroso foi ao Congresso à convite da própria comissão especial do voto impresso, que depois estiveram no próprio TSE para uma visita técnica.

Bolsonaro também atacou a Corte ao acusar, falsamente, o STF de retirar a responsabilidade do governo federal no combate à pandemia. O tribunal, na verdade, reconheceu que prefeitos e governadores deveriam atuar em conjunto com a União, a quem caberia o papel de coordenação.

Na 4ª feira (28.jul), o tribunal divulgou uma peça de comunicação desmentindo o presidente e afirmando que “uma mentira contada mil vezes não vira verdade”.

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Redação

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