SUSPEITA DE CORRUPÇÃO

Socorro Neri abre processo administrativo para investigar possíveis irregularidades de diretora de ensino da SEE


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A secretária Socorro Neri, abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e instituiu uma comissão para apurar possíveis irregularidades cometidas pela diretora de ensino da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (SEE), Denise Santos.

A diretora era tida como ‘braço-direito’ do ex-secretário Mauro Sérgio, que pediu exoneração do cargo após escândalos de corrupção na SEE que envolvia compras superfaturadas de computadores e cestas básicas. A polícia jamais ligou Mauro a alguma das irregularidades, mas a pressão em cima do governador Gladson Cameli (Progressistas) foi grande.

A abertura do PAD foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (2), designando o professor Antônio Raimundo da Cruz Alves como presidente da comissão e as professoras Liones Maria Brito da Silva e Marilene Lima
Verde para fazer a composição.

A suspeita é que a investigação tenha por origem a compra dos livros que são disponibilizados gratuitamente pelo Ministério da Educação (MEC).

Denise protagonizou polêmica com diretores de escola na chegada de Socorro Neri à frente da SEE, quando no dia 30 de junho, durante apresentação de medidas de valorização e melhorias nas condições de trabalho propostas pelo governador, a secretária precisou se retirar da reunião para cumprir uma outra agenda e a reunião passou a ser conduzida por Denise e pelo secretário-adjunto Moisés Diniz.

Em o que se pode chamar de “lavagem de roupa suja”, a professora de física e gestora da Escola José Ribamar Batista (EJORB), Francicleia, comentou sobre o espaço em que os diretores “ouviram muito e falaram pouco”,  disparou:

“Se falou muito de flexibilização e legado, os discursos são bonitos, mas verdade é que estamos cansados, as escolas caminham sozinhas, não tem o apoio da SEE, principalmente da diretoria de ensino, que nunca nem me recebeu.” Durante seu relato a professora foi interrompida por palmas de apoio dos demais profissionais, falou da luta para manter a escola em tempo integral, da “centralização, engessamento e falta de inovação” por parte das equipes da SEE e afirmou de forma categórica: “Infelizmente o principal departamento que precisava ser alterado não foi”, disse se referindo diretamente à professora Denise Santos, a quem gestores atribuem à dificuldade no diálogo.

A reunião foi encerrada com um direito de resposta dado à professora Denise, que constrangida com a situação, disse: “fico aqui enquanto houver um voto de confiança.”

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Redação

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