CRIME DOS ANOS 90

Governo federal nomeia condenado pela morte do índio Galdino para cargo de chefia na PRF


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Condenado pela morte do índio Galdino Jesus dos Santos, Gutemberg Nader de Almeida Júnior foi promovido pelo governo federal para um cargo comissionado na Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde é servidor concursado. Com informações do jornal Extra.

O crime aconteceu em 1997, quando Gutemberg e outros quatro homens queimaram vivo o indígena pataxó em Brasília. A vítima dormia em um ponto de ônibus na capital federal quando os acusados, de classe média, decidiram “dar um susto” e fazer uma “brincadeira”.

© Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Por ser menor idade na época do crime, Júnior cumpriu medida socioeducativa de liberdade assistida. Já os demais, Max Rogério Alves, Antonio Novely Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida e Eron Chaves Oliveira foram condenados no júri popular por homicídio doloso (com intenção de matar) em 2001 e receberam pena de 14 anos de prisão, em regime integralmente fechado. Em 2004, os quatro ganharam direito à liberdade condicional.

Antes de ser aprovado na PRF, Júnior chegou a passar em um concurso da Polícia Civil do Distrito Federal, mas foi impedido de tomar posse pois uma das exigências é “ter procedimento irrepreensível e idoneidade moral inatacável, os quais serão aferidos por meio de sindicância de vida pregressa e investigação social”. Em outras palavras: não ter histórico criminal.

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Redação

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