FACADA EM BOLSONARO

Facada em Bolsonaro completa 3 anos e ainda gera dúvidas nos brasileiros: fraude ou verdade?


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Era tarde de uma quinta-feira, dia 6 de setembro de 2018, quando o então candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O golpe na barriga foi desferido pelo “lobo solitário” Adélio Bispo de Oliveira, preso por apoiadores, que se destacam pela violência e discurso do ódio. Aí começaram a dúvidas.

Brasileiros de esquerda, de direita e de centro analisaram as imagens da facada e não encontraram uma única gota de sangue na camisa que Bolsonaro usava –embora o plantão médico diga que houve sim atendimento na Santa Casa de Misericórdia da cidade.

Segundo boletins médicos da época, o candidato teve lesões nos intestinos delgado e grosso e passou por uma cirurgia que durou cerca de 2 horas. Na sequência, ele foi transferido para o Hospital Sírio-libanês, de São Paulo, onde permaneceu internado –e fazendo campanha.

Durante ato público em Juiz de Fora, Bolsonaro contava com escolta de policiais federais.

A história conta que Adélio era filiado no PSOL e, ato contínuo, se descobriu que o agressor tinha frequentado o mesmo clube de tiro .38 que Eduardo e Carlos Bolsonaro, o Carluxo, filhos do agora presidente da República frequentaram em São José, na Grande Florianópolis.

Adélio Bispo está preso desde então no presídio federal de segurança máxima em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde permanece inacessível à imprensa.

Joice Hasselmann pôs em dúvida a facada em Bolsonaro

No começo de julho, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), eleita na aba de Bolsonaro, colocou em dúvida a facada que o mandatário levou em setembro de 2018 durante a agenda em Juiz de Fora.

Numa entrevista ao DCM, Bolsonaro disse a ela 10 ou 15 dias antes do suposto atentado perpetrado por Adélio Bispo de Oliveira: “Se eu tomasse uma facada, ganhava a eleição”.

“Eu viajei algumas vezes com o presidente bem naquela época do quente da campanha e, numa daquelas viagens, a gente tava fazendo Rio Preto, Ribeirão, Araçatuba, aquela região ali, e em uma das cidades, eu acho que foi Araçatuba, eu tava no carro com ele, aquela multidão e tal e toda vez que eu estava com ele, eu fazia ele sair de colete. Então as vezes tava calor e ele tava de manga comprida por conta do colete. E aí, na volta a gente entrou no carro e ele olhou pra mim assim e eu falei: ‘olha, você tem que tomar cuidado, muita gente, questão de segurança’, ai ele falou assim: ‘olha, se eu tomasse uma facada, eu ganhava a eleição’. Ele usou essa frase acho que uns 10, 15 dias antes. E eu falei: ‘ah, fica quieto, vira essa boca pra lá’”, relatou a deputada do PSL, partido pelo qual Bolsonaro foi eleito.

A jornalista Joice Hasselmann é do Paraná. Se fez politicamente em cima do bolsonarismo e do lavajatismo. Viajou o país ao lado do então candidato a presidente Jair Bolsonaro, em 2018, portanto ela sabe do que está falando.

Joice Hasselmann ainda revelou que “no dia em que teve essa tragédia aí, algumas coisas me deixaram no estranhamento. Primeiro, o número de policiais no entorno dele, a célula que a gente chamava, tava reduzido, tinha metade do número de policiais. Ele sempre andava com um número de policias que fazia toda a volta. Então se você pegar a imagem da época da campanha, tava ele, eu do lado com um tripé do meu celular fazendo live, e os policias no entorno pra impedir que as pessoas não o derrubassem, porque era muita gente mesmo”, revelou. “Naquele dia não, naquele dia a célula não estava completa. E algumas pessoas que geralmente estavam naquele momento da campanha do lado dele, como o Bebianno e eu, nós não fomos comunicados dessa agenda. E outra coisa que a gente estranhou foi que, mesmo não tendo a célula, ele está em cima do ombro de alguém”, disse.

Além das dúvidas levantadas por Joice, o próprio presidente concorreu para colocar a facada em dúvida quando ele disseminou notícias falsas sobre praticamente todos os temas de governo. Segundo um levantamento da organização Artigo 19, Jair Bolsonaro deu 1.682 declarações falsas ou enganosas ao longo do ano de 2020. Os dados foram publicanos no The Global Expression Report 2021, em um estudo sobre liberdade de expressão no mundo.

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Redação

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