OPINIÃO

Prefeitura de Rio Branco fala em baixa procura mas continua negando vacina a quem vai atrás


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Ao que tudo indica, o discurso para incentivar a população a se vacinar da prefeitura de Rio Branco não passa de meras palavras, não há esforço para fazer a população livre da doença que já matou 1.086 pessoas apenas na capital.

Enfrentando crise na Saúde, com motivos negados pelo executivo, Bocalom parece se orgulhar de suas “convicções” que conduzem como um trem descarrilhado a população que tanto jurou ajudar quando comparecia aos debates nas quais nem o próprio número na urna soube dizer corretamente.

Enquanto há falas de orgulho por parte do prefeito, há sentimento de desespero, decepção e revolta até mesmo daqueles que depositaram o voto no ex-prefeito de Acrelândia, que governa uma capital com mentalidade de presidente de bairro.

Alega perseguição política na mesma medida em que o povo acompanha de perto suas posições e seus atos. O povo não é idiota, prefeito.

Divulgando vacinação até às 16h, não é difícil encontrar pessoas que chegaram até 1 hora e meia antes e encontraram na porta dos postos a informação de que as “fichas” tinham acabado.

O Correio 68 foi procurado por algumas pessoas que ficarem revoltadas ao terem a vacina da Pfizer recusada também no URAP Ary Rodrigues, na Seis de Agosto, nesta quarta-feira (8). Um dos relatos é de que uma pessoa chegou às 16h20, depois de um dia trabalho, após as “fichas terem acabado” na URAP Vila Ivonete e foi informado ao chegar no Ary Rodrigues que tinha doses, mas que não poderiam ser aplicadas.

Questionado sobre o motivo, a resposta foi de que o lote só poderia ser aberto se ele encontrasse mais 5 pessoas que pudessem tomar a vacina junto com ele até a hora de término. Ao questionar se não havia nada que pudesse ser feito, ouviu da profissional de saúde que “pra tomar vacina tem que ir cedo”, mas não era até às 16h?

“Saí mais cedo do trabalho, fui correndo no posto, não tinha. Fui para o outro e aconteceu isso. Agora, com gasolina a 7 reais é uma falta de respeito total”, declarou.

Ou seja, a procura está baixa, mas aqueles que procuram ainda enfrentam burocracias como se a Covid-19 não matasse, como se não houvessem perigos de novas variantes como a Delta, que assusta ao mundo e a Colombiana, que tem presença confirmada em Cobija, capital do departamento de Pando, na Bolívia, na fronteira com o Acre.

O povo é desestimulado, está desanimado e mesmo já tendo enfrentado uma votação de pedido de impeachment na Câmara, ainda está só no primeiro ano.

 

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, professor de idiomas e assina o Blog do Siqueira
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