SETEMBRO VERDE

Em roda de conversa, Fundhacre destaca importância da doação de órgãos e tecidos


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Em alusão ao Setembro Verde, mês que destaca a importância da doação de órgãos e tecidos, a Fundação Hospital do Acre (Fundhacre), por meio da Central Estadual de Transplante (CET) e a Organização de Procura de Órgãos (OPO), realizou nesta sexta-feira, 10, em Rio Branco, uma iniciativa para tratar da temática.

“Foi uma importante ação voltada para doação de todos os tipos de órgão, e recebemos familiares e transplantados. Durante o encontro, destacamos os resultados positivos do trabalho e informamos que neste segundo semestre estamos retomando os transplantes de fígado”, destaca o presidente da Fundhacre, João Paulo Silva.

Na roda de conversa foi destacada a importância da doação de órgãos e tecidos. Foto: Danna Anute

O evento foi voltado para o público de transplantados de fígado, córnea e rins, para os profissionais que atuam no processo de doação de órgãos e também será estendido aos profissionais que atuam nas unidades básicas de saúde (UBS) e no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), conforme explica a coordenadora da CET, Regiane Ferrari.

“Doar órgãos é um ato de amor e de generosidade ao próximo; dessa forma hoje realizamos uma roda de conversa destacando a importância de ser um doador. Iremos também realizar uma capacitações nas UBS e no Huerb”, relatou.

Ao total foram realizados na CET 417 transplantes. Foto: Danna Anute

Regiane Ferrari destaca que, desde a criação da central, foram realizados 417 transplantes, e que para ser um doador basta avisar algum familiar. Ela afirma que um doador pode ter até oito órgãos doados para transplante e assim salvar várias outras vidas.

“Não existe mais aquela doação presumida, indicada no RG. Hoje, a doação de órgãos no Brasil é consentida, ou seja, é necessário que um termo de doação seja assinado por um familiar, um parente de primeiro ou segundo grau, só então se pode iniciar o processo de doação”, destaca Regiane.

Fundhacre realiza roda de conversa sobre doação de órgão de tecidos. Foto: Danna Anute

Depoimentos

Raimundo Nonato Lima, de 75 anos, aposentado, recebeu o um transplante de córnea no dia 22 de julho: “Se todas as pessoas pudessem doar seus órgãos seria gratificante, pois é um meio de salvar outras vidas. Hoje recuperei minha visão e o sentimento é de muita gratidão a todos os que contribuíram com o processo”, disse.

Transplantado Raimundo Nonato Lima. Foto: Danna Anute

Já para Roberto Carlos da Silva, que recebeu um transplante de rim em agosto de 2016, trata-se de um sentimento indescritível. “O transplante é uma nova vida, agradeço a Deus por essa oportunidade, por colocar pessoas tão especiais e comprometidas com a nossa saúde, como os médicos e toda a equipe da Central Estadual de Transplante”, ressaltou.

Transplantado Roberto Carlos da Silva. Fotos: Danna Anute

Para mais informações procurar:

Central Estadual de Transplante (CET) – De segunda a sexta das 7 às 19h – Contato: 3227-6399

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Redação

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