COMPRA DE VOTOS

Polícia Federal faz operação contra pessoas ligadas a vereador de Rio Branco alvo de investigação por compra de votos


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Operação Sine Vox II foi deflagrada nesta terça-feira (28) e cumpre dois mandados em Rio Branco — Foto: Arquivo/PF
Operação Sine Vox II foi deflagrada nesta terça-feira (28) e cumpre dois mandados em Rio Branco — Foto: Arquivo/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (28) a operação “Sine Vox II” contra crimes de corrupção eleitoral como compra de votos, transporte ilegal de eleitores e falsidade ideológica eleitoral, ocorridos nas eleições municipais de 2020 em Rio branco.

Ao todo estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Zona Eleitoral de Rio Branco. Ao menos oito policiais federais participaram da operação.

As investigações apontaram indícios de formação de uma organização criminosa para cometer os crimes de corrupção eleitoral. Conforme a PF, a operação é resultado do aprofundamento das investigações da operação Sine Vox, deflagrada no último dia 20 de maio.

Na época, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, incluindo o gabinete e a casa do vereador Raimundo Neném (PSB), reeleito na última eleição municipal de Rio Branco com 2.555 votos. Além de Neném, três eleitores que teriam vendidos seus votos para o parlamentar também foram alvos da primeira operação.

g1 tentou contato com o vereador, mas não obteve resposta até última atualização desta reportagem.

Reeleito em Rio Branco, vereador Raimundo Neném é alvo de investigação da PF por compra de votos — Foto: Arquivo/Câmara Municipal
Reeleito em Rio Branco, vereador Raimundo Neném é alvo de investigação da PF por compra de votos — Foto: Arquivo/Câmara Municipal

Investigações

As investigações começaram em março deste ano após a PF receber a informação de uma conversa em um grupo de aplicativo de mensagens onde uma pessoa afirmava ter recebido R$ 50 por ter votado em determinado candidato a vereador. Essa pessoa teria dito ainda que se soubesse que receberia o valor teria avisado a todos os integrantes do grupo.

Quatro meses após a primeira operação, os alvos agora são quatro pessoas ligadas ao parlamentar municipal. O grupo é suspeito de organizar o pagamento de votos a eleitores e realizar o transporte ilegal de eleitores no dia das eleições.

Ainda segundo a PF, somadas, as penas do crime de corrupção eleitoral, transporte irregular de eleitores e organização criminosa podem chegar a 18 anos de reclusão.

O nome da operação “Sine Vox”, em tradução livre do latim para o português, significa “Sem Voz”. Segundo a PF, o nome foi escolhido, pois quando uma pessoa vende o seu voto ela perde o direito de falar, ou seja, de exigir dos seus representantes eleitos melhorias para toda a sociedade.

*As informações são do G1 Acre

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, professor de idiomas e assina o Blog do Siqueira
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