BANCADA FEDERAL

Leo de Brito quer explicações de Paulo Guedes sobre empresas em paraísos fiscais


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O deputado federal Leo de Brito (PT) quer explicações do ministro da Economia, Paulo Guedes acerca da manutenção de empresas offshores, citadas no escândalo Pandora Papers, divulgado na última semana na imprensa. Para isso, o parlamentar acreano apresentou requerimento à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), da Câmara dos Deputados.

“Paulo Guedes vai ter que nos explicar isso. Pelo que foi divulgado, ele mantém empresas offshores em paraísos fiscais mesmo após ter entrado para o governo Jair Bolsonaro, segundo a série de reportagens Pandora Papers. De acordo com a reportagem, Guedes não respondeu se fez investimentos após assumir o cargo, algo que desrespeitaria normas do serviço público e da Lei de Conflito de Interesses. Sua empresa segue em funcionamento”, afirma o parlamentar.

Leo de Brito completa: “Enquanto Paulo Guedes ganha milhões com o aumento do dólar, a população brasileira sofre com a fome, aumento da inflação e o desemprego. Isso é um desrespeito com o povo que está sofrendo”.

Além de Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto também está na lista das autoridades cujo nome aparece na lista de documentos vazados que têm empresas offshores, ou seja, empresas localizadas em regiões insulares e costeiras, localizadas em outros países.

“Paulo Guedes e Campos Neto fazem parte do Conselho Monetário Nacional [CMN], órgão responsável por emitir resoluções sobre temas relacionados a ativos mantidos no exterior. Além disso, os dois têm acesso a informações sensíveis relacionadas a flutuações nas taxas de câmbio e variação nas taxas de juros”, pontua.

As revelações divulgadas até o momento restringem-se a contas operadas nas Ilhas Virgens Britânicas, situadas no Caribe, território conhecido como peça chave no sistema offshore.

Entenda o caso

A série Pandora Papers, está sendo considerada a maior investigação da história do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. Por meio desse consórcio, jornalistas encontraram offshores ligadas a 133 bilionários, de mais de 40 países, listados no ranking da revista Forbes, segundo informa o portal Poder360.

Ainda de acordo com a reportagem do Poder360, o Brasil é o 2º país em número de pessoas do ranking ligadas a empresas em paraísos fiscais nesta investigação.

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