NOTA DE REPÚDIO

Fórum de ONGs LGBT do Acre repudia ativista acusado de agredir mulher trans


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O Fórum de Organizações Não-Governamentais (ONG) de causas LGBTQIA+ no Acre, através do presidente Germano Marino, emitiu uma nota repudiando a agressão sofrida pela mulher trans Michele Queiroz no último domingo (3).

Ela acusa o ex-candidato a prefeito de Rio Branco, que também se identifica como um ativista da causa LGBT, Carlos Gomes, de agressão e transfobia cometidas no Mercado do Bosque, na capital acreana.

Segundo informações, Michele saiu de uma festa e foi ao local encontrar alguns amigos, na saída, deu de cara com Carlos Gomes que teria cuspido nela. Ao ir atrás de satisfações, Michele diz que começou a ser agredida a socos e ao cair no chão, também recebeu pontapés.

“Eu fui vítima de uma violência gratuita desse rapaz. Ele me cuspiu e eu fui tirar satisfação com ele por conta da cuspida, mas na mesma hora ele já foi revidando, com chute na barriga. Eu perguntei porque ele fez isso, e ele simplesmente veio com agressão, agressão, tentando me bater e eu não entendi os motivos dele de tanta agressão e raiva eu só não fiquei mais machucada, porque as pessoas não deixaram. Até que ele conseguiu me derrubar no chão e ele me chutou na barriga e eu estava indefesa e em seguida saiu correndo do mercado como um covarde”, afirmou Michele.

O outro lado

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Carlos Gomes foi candidato a prefeito de Rio Branco nas eleições de 2016

Em nota, Carlos Gomes confirma que a briga realmente aconteceu, mas afirma que levou um tapa de Michele enquanto passava pelo Mercado do Bosque e que retornou para questionar o motivo. Ele disse que houve um princípio de confusão e “apenas” se defendeu.

“Registrei um boletim de ocorrência e estou com advogado acompanhando o caso na busca dos meus direitos. Não me omiti e nem fugi das minhas responsabilidades, registrei um boletim de ocorrência sobre o fato e já fui ouvido pela polícia. Sem mais, reafirmo meu total repúdio a quaisquer formas de discriminação a orientação sexual e identidade de gênero. E refuto essa narrativa fantasiosa. Em tempo, ao final do processo me manifestarei, antes, todavia, irei buscar na justiça a reparação devida”, disse.

Leia na íntegra a nota do Fórum de ONGs LGBT do Acre

“O Fórum de ONGs LGBT do Acre, vêm a público, manifestar veementemente solidariedade a mulher transexual, Michele Queiroz, vítima de Transfobia, agredida fisicamente, de forma covarde com requintes de crueldade, no último domingo, dia 03 de outubro no Mercado do Bosque, no município de Rio Branco no Acre.

Pedimos as autoridades distintas que auxiliem e ajudem essa vítima de Transfobia, a colocar seu devido agressor nas penalidades recorrentes ao Crime de LGBTfobia no Brasil.

É inadmissível compactuar com agressores de mulheres Trans. É incompatível dizer que defende e cometer racismo. É inconcebível esse tipo de atitude covarde ficar na impunidade, ainda mais no Brasil, país que mais mata mulheres transexuais.

Devemos combater em qualquer humano LGBTQIAP+ ou não, esse tipo de violência, esse tipo de violação dos direitos humanos.

Dizemos Não a LGBTQIAP + machistas, transfobicos e Racistas!

Que a justiça seja feita.

Germano Marino
Presidente
Fórum de ONG LGBT do Acre”.

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Redação

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