DÓLAR

Após chegar a R$ 5,57, dólar cai após ‘anúncio surpresa’ do Banco Central


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dólar desabou durante a tarde de hoje (13), indo abaixo de R$ 5,50 no mercado à vista depois de superar R$ 5,57, movimento esse que chamou o Banco Central ao mercado com uma oferta de US$ 1 bilhão de em contratos derivativos.

O volume de swaps colocado hoje foi o dobro do vendido na última vez que o BC recorreu a esse instrumento de forma extraordinária, em 30 de setembro
Guadalupe Pardo/Reuters O volume de swaps colocado hoje foi o dobro do vendido na última vez que o BC recorreu a esse instrumento de forma extraordinária, em 30 de setembro 

O dólar à vista caía 0,47%, a R$ 5,5122, às 16h04 (de Brasília). Pouco antes das 15h, a moeda havia batido a máxima da sessão – de R$ 5,5743, alta de 0,65%. Foi quando o Banco Central anunciou um leilão de contratos de swap cambial tradicional – cuja colocação funciona como uma venda de dólares no mercado de dólar futuro.

O mercado repercutiu imediatamente e fez uma liquidação de dólares, levando a moeda à mínima intradiária de R$ 5,4997, queda de 0,70%.

Segundo um analista de câmbio de um banco estrangeiro, a queda livre do dólar na sequência se deveu ao “efeito surpresa” da operação e ao lote maior de swaps, o que acabou pegando o mercado no contrapé e forçou uma virada de mão dos “comprados” em dólar (que apostam na apreciação da divisa).

O volume de swaps colocado hoje foi o dobro do vendido na última vez que o BC recorreu a esse instrumento de forma extraordinária, em 30 de setembro.

O anúncio do leilão ocorreu num dia em que o real estava visível e negativamente descolado de seus pares. No pior momento da sessão, a moeda brasileira era a de desempenho mais fraco numa curta lista de três divisas que caíam frente ao dólar. Os demais 30 principais pares da moeda norte-americana se valorizavam ou mostravam estabilidade.

O leilão sem aviso desta quarta se soma às ofertas líquidas e às operações de rolagem que a autarquia vem realizando nos últimos dias como forma de prover liquidez ao mercado num momento de forte demanda por dólar – relacionada ao desmonte de proteções cambiais pelos bancos (“overhedge”) e ao fim do ano, quando aumentam as remessas de lucros e dividendos. (Com Reuters)

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Redação

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