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Deputado acreano pede punição a Bolsonaro e demais indiciados em relatório da CPI da Covid


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Foto: Narjara Araújo/Câmara dos Deputados

Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, Leo de Brito (PT) foi categórico ao declarar que espera punição aos indiciados pelo relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, realizada pelo Senado e apresentado nesta quarta-feira, 20.

“Os responsáveis por esse ‘morticínio’ devem pagar por isso e espero que esse relatório seja aprovado pelos senadores, seja encaminhado para as autoridades e essas pessoas, entre eles o presidente Jair Bolsonaro, sejam de fato punidos e presos”, disse.

O parlamentar classifica esta quarta-feira como um dia histórico, tendo em vista que o documento final resultante do trabalho da Comissão apresentou o indiciamento de 65 pessoas e duas empresas. Além do presidente da República Jair Bolsonaro, estão entre os indicados os três filhos de Bolsonaro: Flávio, Eduardo e Carlos; seis ministros e ex-ministros, dentre eles, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

“Jair Bolsonaro foi indiciado em nove crimes. Nós estamos falando do crime epidemia com resultado morte, infração de medida sanitária preventiva, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documento particular, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação, crime de irresponsabilidade por violação de direito social. Mas, principalmente, os crimes contra a humanidade. Bolsonaro está sendo indiciado por crimes contra a humanidade: extermínio, perseguição e atos desumanos. É muito importante a resposta que esse congresso está dando tamanha a falta de sensibilidade que levou a morte de 604 mil pessoas”, afirmou.

Para Leo de Brito, o presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD-AM); o relator, Renan Calheiros (MDB-AL) e outros senadores que fizeram parte da CPI, realizam um trabalho com cautela. Ele aproveitou o discurso em plenário para se solidarizar com as mais de 604 mil vítimas da Covid-19 e seus familiares e amigos.

“Esse relatório deve ser encaminhado a Procuradoria-Geral da República, Ministério Público nos Estados e também ao Tribunal de Contas da União em razão dos gastos que foram feitos de maneira irregular, nessa gestão omissa, nessa péssima gestão que o governo federal teve durante essa pandemia”, declarou.

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