OPINIÃO

Veja alguns indícios que mostram que Lula pode desistir da candidatura à presidência em 2022


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Análise

A escolha do novo presidente do Brasil em 2022 tende a ser uma das disputas mais acirradas dos últimos tempos, pela primeira vez em muito tempo, mais de dois candidatos são apontados como propensos a crescerem no pleito e chegar ao tão almejado segundo turno.

O atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode ter a oportunidade de enfrentar seu principal rival, o ex-presidente Lula (PT), a quem tanto foi crítico, mas vê nas prévias pesquisas eleitorais uma derrota inevitável contra o petista, o que pode levá-lo a desistir de concorrer à reeleição.

Outro fator, é que faltando um ano para a votação, Bolsonaro ainda não escolheu um novo partido, sua ida para o Progressistas, dada em outrora como certa, recua uma vez que os próprios membros do chamado Centrão começam a questionar a viabilidade de candidatura do presidente, que vem perdendo cada vez mais sua popularidade.

Mas e o Lula?

Uma provável desistência de Bolsonaro a concorrer à reeleição é um dos pontos apontados pela colunista Clarissa Oliveira, da revista Veja, que pode levar a também uma desistência de Lula. Isso porque uma retirada de Bolsonaro poderia fortalecer os ditos candidatos de terceira via, a exemplo de Ciro Gomes (PDT), que vem ganhando cada vez mais força com o eleitorado e também nomes como Sergio Moro (Podemos) e João Doria (PSDB).

Apesar do nome de Lula ser frequentemente apontado no topo das pesquisas, acredita-se que essa prévia mostra o petista como uma opção para a luta contra o bolsonarismo, o que perderia força se o líder da ideologia não estiver em “batalha”. Em resumo, sem Bolsonaro, Lula, que ainda é criticado por grande parte do eleitorado, perderia força e isso certamente faria com que ele deixasse a disputa para seu correligionário, Fernando Haddad.

Lula vem recuando da ideia?

Outra hipótese, é que Lula chegou a se colocar mais abertamente como candidato ao Palácio do Planalto no início e depois vem recuando. Nas entrevistas mais recentes, o petista voltou a repetir que só vai decidir lá na frente seu futuro político.

Entre as declarações, está a que foi dada para a rádio A Tarde, de Salvador (BA), no dia 20 de outubro, onde afirmou que há possibilidade de atuar apenas como “cabo eleitoral” em 2022.

Alianças em São Paulo

Outra tese é a de que Fernando Haddad (PT), que é pré-candidato ao governo de São Paulo, poderia caso ocupe o lugar de Lula como candidato a presidente, reforçar as alianças com o PSOL, de Guilherme Boulos, que fez uma excelente campanha à prefeitura da capital paulista. Uma vez com a aliança feita, Boulos reforçaria a candidatura do PT a presidente junto a sua campanha para o governo paulista, não tendo que dividir os votos da esquerda com Haddad.

Falta de interesse no apoio do empresariado

Outro suposto indício é que Lula não andaria se esforçando muito para participar de encontros com o mercado financeiro e do empresariado. Segundo um interlocutor, seria de se esperar que, como candidato, o ex-presidente se empenhasse em recuperar o apoio desses setores. Principalmente diante do clima de decepção em alguns segmentos com o governo Bolsonaro.

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, professor de idiomas e assina o Blog do Siqueira
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