MINISTÉRIO PÚBLICO

Promotora do MPAC é afastada do cargo por postagem sobre cloroquina


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A promotora de Justiça e Defesa do Consumidor do Ministério Público do Acre (MPAC), Alessandra Garcia Marques, foi afastada por 10 dias após decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por usar as redes sociais para defender o uso da cloroquina como método de tratamento contra a Covid-19.

O afastamento foi assinado pela procuradora-geral adjunta para assuntos administrativos e institucionais do MPAC, Gilcely Evangelista de Araújo Souza e publicada em edição do Diário Eletrônico do órgão nesta sexta-feira (7).

Alessandra escreveu no dia 7 de maio de 2020:

“A Covid-19 é um pesadelo mundial, mas nossa ignorância piora muito nosso pesadelo. Em meio a uma pandemia, em que, embora, ao que parece, sem certeza científica, a cloroquina tem sido utilizada e pacientes que dela fizeram uso têm sido salvos, gente que de algum modo forma opinião resolve dizer, de mesmo modo sem certeza científica, que o medicamento não deve ser utilizado. Gente, num momento assim, toda esperança é válida. No entanto, por aqui, cada dia mais fica mais claro, que ser brasileiro é aguentar firme, porque não é mole não. Quando não temos nada de útil a dizer, nosso silêncio vale ouro!”.

Dias após a postagem, a procuradora Kátia Rejane publicou uma nota repudiando o posicionamento de Marques, ela afirmou que “membros do Ministério Público não possuem capacidade técnica ou conhecimento para indicar ou prescrever uso da cloroquina ou qualquer outro medicamento para o tratamento do novo coronavírus”.

Alessandra Garcia Marques respondeu que estava apenas exercendo seu direito de se expressar em um espaço virtual.

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Redação

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