POLÍTICA

Jarude diz que “acabou a paciência” com Bocalom e aciona MPAC para investigar repasse milionário às empresas de ônibus


Voiced by Amazon Polly
Compartilhe

Em um vídeo divulgado em seu perfil pessoal no Twitter, o vereador de Rio Branco Emerson Jarude (MDB) alerta que “acabou a paciência” com a crise do transporte coletivo vivida na capital acreana.

“Prefeito, entenda que eu posso aguentar mais três anos de indiretas e chiliques seus. Agora, a população não pode e não precisa aguentar um serviço de péssima qualidade, caro e que por sinal está há dois dias sem ser fornecido”, escreveu.

Após enfrentar o problema de “abandono” das linhas da Auto Viação Floresta, Rio Branco ficou mais uma vez sem ônibus no domingo (16) e segunda-feira (17) com a intensificação da crise. As empresas passaram a cobrar da prefeitura uma outra ajuda financeira, além do repasse de R$ 2,4 milhões autorizado por Bocalom em outubro.

Os empresários alegam que ao longo dos quase dois anos de pandemia só acumularam prejuízo. Na noite do último sábado (15), as empresas divulgaram nota informando que caso não houvesse uma resposta do prefeito Tião Bocalom (PP) em relação ao auxílio, as linhas que são responsabilidade delas não iriam operar a partir do domingo.

Após dois dias, Bocalom anunciou em entrevista coletiva que a prefeitura iria assumir o sistema de transporte coletivo na capital acreana até que uma nova empresa fosse eleita para ficar responsável pelo serviço.

No vídeo, Jarude informa que foi ao Ministério Público do Acre (MPAC) para entrar com uma ação civil pública e obrigar a prefeitura a “fazer o que até agora não fez”:

“Nossa população está totalmente sem ônibus nas ruas, é preciso agir. Por esse motivo, vim aqui ao Ministério Público fazer a única coisa que eu posso fazer, pedir ajuda para que juntos a gente possa fazer uma ação civil pública para obrigar a prefeitura a fazer o que até agora não fez: abrir um novo edital de licitação para contratar novas empresas, fechar parcerias com táxi, mototaxi e motoristas de aplicativo e ao mesmo tempo fazer a locação de vans e ônibus temporariamente até resolver a situação”.

O vereador também informou que pediu a abertura de uma investigação do repasse milionário autorizado por Bocalom. Segundo Jarude, a verba só “serviu para enriquecer os empresários”.

O repasse foi aprovado na Câmara Municipal no dia 7 de outubro, por 12 votos a 1. Apenas Michelle Melo (PDT) depositou voto contrário. Na ocasião, Jarude não estava no estado.

 

Post navigation

Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, professor de idiomas e assina o Blog do Siqueira
Close Bitnami banner