3ª ONDA

Médica acredita que salto de casos de Covid-19 no Acre pode estar ligado a ‘falsos positivos’ dos testes rápidos


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A médica do Pronto-Socorro de Rio Branco, Georgia Micheletti, afirmou nesta sexta-feira (21) que as pessoas devem evitar fazer o teste rápido de Covid-19.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha do Acre, Micheletti acredita que a testagem pode fazer com que as pessoas recebam um diagnóstico errado devido aos chamados ‘falsos positivos’.

“Eu queria pedir pra vocês pra não fazerem o teste rápido de Covid. Por que? O teste rápido de Covid, ele dá muito falso positivo. A gente tá em época de epidemia de dengue, epidemia de influenza H3N2, e um número muito grande de vacinados. Se você tá vacinado e faz o teste de Covid, ele pode dar positivo e na verdade tu tá só vacinado. Se você está gripado e faz o teste rápido pode dar positivo pra Covid e na verdade você tem influenza”, diz.

A médica alerta para possibilidade de um paciente com diagnóstico errado acabar não tratando a influenza e isso acarretar em uma piora em seu quadro de saúde.

Por fim, ela alerta que as pessoas com sintomas devem procurar um médico para saber se estão com Covid e Influenza.

“Então gente, vamos evitar de ter diagnóstico errado, tratamentos errado. Começou, no segundo ou no terceiro dia, já procure seu médico, pede pra fazer swab pra Covid, peça pra fazer swab pra influenza e pra fazer um hemograma. Vão atrás do seu tratamento correto do seu diagnóstico correto. E não entrem em pânico”.

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou neste sábado (22), mais 1.529 novos casos de infecção por coronavírus. O número de infectados subiu para 93.533 em todo o estado.

Esse é o maior número de casos confirmados desde o início da pandemia, em março de 2020. Apesar disso, novas mortes não foram registradas e o número total continua em 1.854.

Em 22 dias de janeiro, o Acre confirmou 5.147 casos de Covid-19. O número é quase o dobro do que todas as infecções confirmadas nos meses de julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro de 2021, que juntos somaram 2.626 casos.

Mesmo com um número bem maior de casos, o período da 3ª onda traz uma redução bem expressiva no número de mortes. São apenas 3 óbitos registrados até agora em 2022 contra 182 mortes no último semestre de 2021.

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Redação

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