REVIRAVOLTA

Testemunhas negam que Jorge das Flores tenha reagido e afirmam que assaltante não pediu dinheiro antes de atirar


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A morte de Jorge de Souza Batista, o Jorge das Flores, ocorrida no último sábado (5), continua sendo investigada pela Polícia Civil mas reviravoltas do caso começam a vir à tona.

Segundo depoimento do autor dos disparos, identificado como Juliano Salvador Leitão, de 27 anos, ele havia sido enviado para cometer o roubo pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) que monitorava o empresário e descobriu que ele supostamente estaria com grande quantidade de dinheiro em seu carro. Ao anunciar o assalto na floricultura, Leitão contou que Jorge colocou a mão na cintura e acreditando que ele sacaria a arma, atirou contra o empresário.

A versão, no entanto, foi contrariada por uma funcionária da floricultura que testemunhou todo o crime. Segundo ela, antes de morrer, Jorge havia a chamado no depósito onde ficam as rosas e pediu para que ela fizesse a limpeza em um freezer.

Nesse momento, um homem estranho teria entrado no local já com uma arma na mão e em nenhum momento teria pedido dinheiro ou anunciado o assalto. Na versão dela, Jorge teria perguntado: “o que é isso rapaz?” e logo foi baleado.

Uma outra funcionária também disse em depoimento que em nenhum momento o criminoso chegou a pedir dinheiro da vítima.

Jorge das Flores morreu aos 65 anos no Pronto-Socorro após ser baleado duas vezes. Ele foi encaminhado ao hospital pelos próprios filhos e morreu naquela noite.

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Redação

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