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Pesquisa detecta 16 espécies de cogumelos comestíveis em área de proteção do Acre


Mais um estudo feito na área de proteção ambiental (APA) Lago do Amapá resultou no Acre sendo destaque nacional. Dessa vez, um grupo de pesquisa detectou 16 espécies de fungos comestíveis na área que fica em Rio Branco.

Grupo de pesquisa descobre 15 novas espécies de fungos em área de proteção ambiental no Acre
A pesquisa, do Laboratório de Botânica e Ecologia Vegetal da Universidade Federal do Acre (Ufac), começou em setembro de 2018 e se estendeu até julho de 2021. A APA do Lago do Amapá tem mais de 5 mil hectares de área, mas a coleta foi feita em uma trilha de 4,5 km.

A conclusão do trabalho, inclusive, foi apresentada no III Congresso Brasileiro de Ciências Biológicas On-line (Conbracib). Chirley Gonçalves da Silva, de 23 anos, é graduanda de licenciatura em ciências biológicas e está no último período da faculdade.

Fizeram parte do estudo também Isés Neves , Márcia Teixeira e Mayk Honório. Orientados pelo Marcos Silveira, que tem graduação em Ciências Biológicas – Licenciatura/Bacharelado – pela UEL, mestrado em Botânica pela UFPR e doutorado em Ecologia pela UnB.

“A gente fazia as coletas nos períodos de chuva, que é quando tem mais abundância de fungos por causa da umidade e, no decorrer dessa trilha, a gente ia fazendo observações e coletando os fungos. Foram no total 325 espécimes de fungos, distribuídas em 26 famílias, 64 gêneros e 138 espécies e, dessas 138 espécies, a gente descobriu que 16 espécies são fungos comestíveis”, disse a estudante.

A pesquisa foi apresentada no começo deste ano no Conbracib e ficou entre os cinco melhores trabalhos apresentados, ganhando uma publicação de um artigo completo e de forma gratuita na Revista Multidisciplinar de Educação e Meio Ambiente.

Chirley disse que esse tipo de estudo contribui para futuras pesquisas envolvendo outras espécies e sendo base para trabalhos que tenham interesse de estudar mais a área. Ela fala também sobre o valor nutricional dessas espécies de fungos achadas na APA e diz que é usado muito na culinária tradicional dos indígenas.

“Essas espécies são ricas em vitaminas, aminoácidos, fibras e proteínas e são muito comuns na culinária de indígenas, por exemplo. Eles preparam os fungos de duas maneiras: cozidos em água embrulhados em folhas de helicônia e assados diretamente na brasa”, diz.

A ideia do estudo é também incentivar o cultivo dessas espécies para, quem sabe, também ajudar na economia local.

*g1

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Redação

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