OPINIÃO

Resultado das eleições serve de grande alerta para Bocalom


As eleições no Acre ocorreram de forma que o blog já vinha apontado, com Gladson Cameli eleito em 1º turno e Alan Rick conquistando a vaga para o Senado. Foi grande a lista de derrotados entre candidatos e aqueles que tinham na disputa um termômetro de sua força.

Entre eles está o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que em popularidade baixa, esperava uma vitória de Sérgio Petecão, que recebeu apenas 27.393 votos. Para fins de comparação, Bocalom recebeu 87.987 votos em 2020 somente no 1º turno, número que subiria para 104.746 votos no 2º. A grande diferença é que os votos de Bocalom se concentraram apenas em Rio Branco, enquanto Petecão competiu em esfera estadual. Na capital, o padrinho político de Bocalom conseguiu míseros 10.475 votos, menos da quantidade recebida pelo 4º lugar nas eleições municipais.

Claro, eleições diferentes, estratégias diferentes e as análises devem ser feitas separadamente. Mas entre as duas eleições há uma coisa em comum que não pode ser ignorado: os eleitores são os mesmos.

Acontece que o eleitorado parece ter reconhecido um desgaste com Petecão, uma decepção após ele ter liderado a frente que elegeu Bocalom em sua 3ª tentativa na prefeitura de Rio Branco, o resultado desastroso foi uma rejeição ao senador jamais vista antes. Sem o nome forte de Petecão para auxiliar na campanha e com a popularidade baixíssima ao colecionar polêmicas e ações no Ministério Público, não há hoje a menor chance de Bocalom cogitar ser reeleito.

Outro detalhe são as forças que ficaram “ao léu” para os próximos quatro anos e que devem aproveitar as eleições municipais. Exemplo disso são Mara Rocha e Jenilson Leite. Sem chances de se aproximar do governo, Mara é um dos principais nomes atualmente no MDB para a disputa pelo executivo municipal, já que Jéssica Sales é natural do Juruá. Já o socialista, vê seu partido com pouca representação e foi cogitado inclusive em 2020. Major Rocha seria outro nome no páreo, mas é possível afirmar que o nome de Mara hoje seria mais aceito.

Bocalom também saiu derrotado no Senado, já que declarou voto para Márcia Bittar, apoio que não o ajuda em sua popularidade. Sua única vitória foi a de Emerson Jarude, que apesar de ter se colocado como opositor na Câmara, foi eleito deputado estadual e abriu sua vaga no parlamento municipal para João Marcos Luz, um grande defensor do prefeito e potencial para atuar como seu líder na Casa.

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, amante de meditação e da boa cozinha. Contato: andersonsiqueira.br@gmail.com