CRIME FISCAL

MPAC investiga suposta prática de pirâmide financeira por empresa de criptomoedas em Rio Branco


A 1ª Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Acre (MPAC) propôs uma ação civil pública para apurar uma possível formação de esquema de pirâmide financeira praticado pela Xland Investment, empresa em Rio Branco focada em criptomoedas.

De acordo com relatórios do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), por meio Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB) do MPAC, há fortes indícios de que a empresa esteja se aproveitando do fato de que criptomoedas serem ativos financeiros sobre os quais a maioria da população tem pouco conhecimento sobre o assunto para empregar o esquema, considerado ilícito.

O esquema viria acompanhado de uma promessa de pagamento de rendimentos exorbitantes e lucros atrativos aos investidores à custa do dinheiro pago por eles. Ainda segundo o documento, nesta modalidade de investimentos, não ocorreria, de fato, investimento algum. Os investidores iniciais são pagos com o dinheiro dos investidores que entram posteriormente, os quais são recrutados pela própria empresa, e não pelos que a ela confiam seu dinheiro.

A ação é assinada pelo promotor de Justiça Flávio Bussab Della Líbera, titular da 1ª Promotoria Especializada de Defesa do Consumidor. O membro destaca que essa demanda é de suma importância para preservar o interesse do consumidor em realizar investimentos lícitos e que de fato sejam investimentos, e não um esquema que atenta contra a economia popular.

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Redação

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