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Bolsonaro venceu em 18 dos 22 municípios do Acre; Lula ficou na frente em cidades isoladas


Um país gigante como o Brasil tem como características que seus estados possam pensar completamente diferente sobre um mesmo assunto. Enquanto 76,86% dos eleitores do Piauí decidiram votar em Lula (PT), um total de 70,30% de eleitores do Acre escolheram Jair Bolsonaro (PL).

O Acre não foi nem mesmo a maior porcentagem, Roraima deu ao atual presidente 76,08% de seus votos válidos. Mas Lula também passaria dos 70% na Bahia e no Maranhão. A grande diferença entre esses dois estados, é que os da região Nordeste são mais populosos e acabaram por decidir a eleição. No Sudeste, Lula ainda ficaria na frente em Minas Gerais, onde parte do estado é no Sertão e há a superstição que parece se confirmar: quem vence em Minas, vence a eleição.

Espelhando o que ocorre no Brasil, Lula só ficou na frente na região mais pobres do Acre, aquelas isoladas por terra. No Jordão, Lula ficou com 58,01% dos votos, contra 41,99% de Bolsonaro; em Porto Walter, a diferença foi menor, 52,87% para o petista e 47,13% ao atual presidente; completando os municípios isolados, Santa Rosa deu 51,92% dos votos válidos a Lula e 48,08% em Bolsonaro. Um quarto município também preferiu o petista, em Feijó o resultado foi 52,70% contra 47,30%.

Bolsonaro conseguiu chegar aos 70% ao ganhar em todos os 18 demais municípios, com votação expressivas nas duas maiores cidades: Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Na capital acreana, o atual presidente recebeu 72,51% dos votos, contra 27,49% de Lula. Já no Juruá, a diferença foi maior ainda. 76,64% dos eleitores de Cruzeiro do Sul votaram em Bolsonaro, apenas 23,36% escolheram o futuro presidente.

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, amante de meditação e da boa cozinha. Contato: andersonsiqueira.br@gmail.com