PROTESTOS

Apoiadores de Bolsonaro acampam em frente ao 4º BIS e pedem intervenção militar contra posse de Lula


Inconformados com a derrota nas urnas no último domingo (30), apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiram acampar em frente ao 4º Batalhão de Infantaria de Selva (4º BIS) do Exército, em Rio Branco. Eles exigem apoio dos oficiais para uma intervenção militar.

Os manifestantes esperam com o protesto contribuir com o “impedimento” de posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito com 50,9% dos votos válidos nas eleições de 2022. O ato é considerado antidemocrático pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que considera a vitória do ex-presidente legítima.

Além do TSE, a derrota já foi reconhecida pelo próprio Bolsonaro, em uma reunião com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (1º). Segundo o ministro Edson Fachin, o presidente disse que “acabou” ao reconhecer o resultado da urna. A vitória de Lula também já foi reconhecida pelo vice-presidente Hamilton Mourão e pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira e Senado, Rodrigo Pacheco.

O grupo, que iniciou o acampamento em frente ao 4º BIS nesta quarta-feira (2) justifica a ação afirmando que não podem “aceitar um corrupto na presidência da República”.

Lula foi preso no dia 7 de abril de 2018, após se entregar à Polícia Federal (PF) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernardo do Campo (SP). O ex-presidente foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso de um triplex no Guarujá (SP). Ele foi solto no dia 8 de novembro de 2019 e recuperou seus direitos políticos após uma série de vitórias na Justiça, como a anulação de condenações da Lava Jato e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) — eleito senador pelo Paraná — no caso do triplex. Com as anulações, Lula ficou sem nenhuma condenação criminal em qualquer instância da Justiça, o que o torna juridicamente inocente, devendo ter sua posse legitimada.

 

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, amante de meditação e da boa cozinha. Contato: andersonsiqueira.br@gmail.com