JULGAMENTO

“Já baleado, meu filho me ligou 16 vezes”, diz mãe de jovem morto em boate durante julgamento


A mãe do jovem Rafael Frota, morto a tiros depois de ser baleado no interior de uma boate em Rio Branco, Alcineide Frota deu um depoimento emocionante durante o julgamento de Victor Campelo, policial federal acusado de matar o jovem.

Conhecida como Neide, a mãe da vítima relatou que na época dos fatos o filho tinha 26 anos e era acadêmico do curso de odontologia em uma instituição de ensino superior na capital acreana e que, de acordo com a mãe, era um jovem respeitador, educado e que nunca teve problemas com a justiça.

Neide Frota ressaltou que o filho era muito apegado com ela e que mesmo após receber o tiro disparado por Victor Campelo ligou para ela mais de uma.dezena de vezes.

“Nós tínhamos um relacionamento muito bom com nossos filhos. Sempre resolvemos tudo com diálogo, ele era educado, respeitador e nunca teve qualquer problemas com a Justiça. Amigos do meu me falaram que ele estava passando próximo ao palco quando recebeu o tiro. Ele mesmo baleado pediu para uma amiga desbloquear o celular dele e me ligou várias vezes. Haviam 16 ligações do celular do meu filho para o meu telefone”, relatou emocionada a mãe de Rafael Frota.

Neide Frota disse ainda que após ser baleado, Rafael Frota ficou caído embaixo de uma mesa na casa de shows e foi encontrado pela amiga que o acompanhava na festa. Foi essa amiga que ficou com a vítima até a chegada dos paramédicos do SAMU e foi ela que desbloqueou o celular de Rafael para que ele ligasse para a sua mãe.

Atualmente a família da vítima mora na capital paraibana, João Pessoa depois da morte do jovem. Segundo a mãe de Rafael Frota, o pai do jovem, após sua morte, desenvolveu sérios problemas de saúde e decidiram deixar o Acre na tentativa de amenizar a dor pela ausência do rapaz.

“A morte do Rafael acabou com nossas vidas, ele amava a vida, adorava se divertir, era querido por todos. Nada vai trazer ele de volta, mas vai ser um acalento para a minha alma eu saber que a justiça foi realizada, eu ainda não consegui aceitar que meu filho morreu. Eu tive que contar para minha mãe, uma senhora idosa, que o neto que ela amava havia sido morto. Ouvi muita coisa absurda sobre meu filho, quiseram fazer do meu filho um bandido, mas ele não era bandido, marginal, ela era um jovem de bem e muito querido”, finalizou.

*Notícias da Hora

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Redação

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