JUSTIÇA

Policial Federal acusado de matar estudante em boate de Rio Branco começa a ser julgado


O policial federal Victor Campelo, acusado de matar o estudante Rafael Frota dentro de uma boate em Rio Branco, começa a ser julgado nesta terça-feira (24).

Ele baleou o estudante na madrugada de 2 de julho de 2016 e responde pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. Ao todo, devem ser ouvidas 15 testemunhas de acusação e defesa, com o julgamento sendo realizado até sexta-feira (27) na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar.

Inicialmente vão ser ouvidas as testemunhas de acusação, em seguida é aberto para perguntas do juiz, promotor, advogados de defesa e jurados, respectivamente. Depois, vem a oitiva das testemunhas da parte da defesa com perguntas na mesma ordem.

Na época, a Polícia Federal (PF) informou que os disparos foram feitos em legítima defesa, já que Victor Campelo foi agredido por várias pessoas e caiu no chão. Um dos tiros acertou Rafael Frota, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Outro homem e o próprio policial também ficaram feridos.

O advogado do policial federal, Wellington Silva, afirmou que a defesa está confiante com o julgamento e que o processo possui grande fundamentação jurídica e técnica favorável à defesa. Segundo ele, ficou comprovado que o policial agiu em legítima defesa, argumento também defendido pelo policial no primeiro depoimento prestado à Justiça em 2018.

Familiares de Frota chegaram a fazer um ato no Centro da capital acreana para pedir justiça. O pai do jovem, Gutemberg Frota, disse que era uma tentativa de sensibilizar a sociedade para que crimes dessa natureza não fiquem impune.

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Redação

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