JULGAMENTO

Namorada de Stanley Bittar é ouvida como testemunha da morte de jovem em boate


A empresária Yasmin D’Anzicourt, de 28 anos, namorada do médico Stanley Bittar, será ouvida como testemunha da morte do jovem Rafael Frota, em uma boate de Rio Branco, em 2016. A informação foi dada pelo ContilNet.

O julgamento, que ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, decidirá o destino do policial federal Victor Campelo, autor do disparo que matou o rapaz durante uma confusão na área interna da casa noturna.


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O crime a qual Yasmin é testemunha ocorreu no dia 2 de julho de 2016 na antiga boate Se7 Club, na capital acreana. O policial federal se envolveu em uma briga e ao tentar se defender disparou sua arma algumas vezes e um dos projéteis acabou atingindo Rafael Frota de forma fatal.

Victor (esq.) é julgado pela morte de Rafael (dir.) ao disparar a arma durante confusão. – Fotomontagem: Correio 68

*Matéria atualizada às 17h22 para acrescentar o depoimento da empresária no julgamento

Ainda segundo o ContilNet, Yasmin declarou no depoimento:

“Eu cheguei na boate com amigos e foi tudo muito rápido. Encontrei com o Victor minutos antes do acontecido. Tivemos uma conversa breve e super normal. Victor estava sóbrio, super são e não recordo dele ter bebidas na mão. Super tranquilo, assim como sempre o encontrei nos demais lugares”, relembrou.

Yasmin disse que após a conversa, virou para falar com um outro grupo de amigos e, 5 minutos depois, todo mundo começou a se abaixar e ir para a cabine do DJ.

“Eu vi o Victor no chão com a mão na virilha, acredito que por ter sido baleado, mas só depois eu vi isso. Em seguida, um homem muito alto de camisa vermelha, pegou a arma, inclusive eu achei que tinha sido uma troca de tiros. Quando eu olhei perto dos meus pés, a vítima estava no chão, com a cabeça virada para a cabine do DJ”, disse.

A mãe da vítima disse em entrevista a jornalistas que não espera que Campelo seja preso, mas que ele precisa perder o título de policial. Já Wellington Silva, advogado de defesa, afirma que o réu é tão inocente quanto a vítima, uma vez que teria agido em legítima defesa e Rafael não era o alvo.

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Anderson Siqueira

Editor-chefe, escritor, amante de meditação e da boa cozinha. Contato: andersonsiqueira.br@gmail.com